Bebê morre por meningite bacteriana em hospital de Vila Velha

Dados da Sesa mostram que, apenas em 2026, já foram registradas 14 mortes por meningite no Espírito Santo

Escrito por Redação

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Foto: Divulgação

Um bebê de sete meses morreu nesta segunda-feira (6) após ser diagnosticado com meningite bacteriana no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a criança foi infectada pela bactéria Haemophilus influenzae. O quadro clínico evoluiu rapidamente, mesmo com a adoção imediata de todas as medidas assistenciais indicadas pela equipe médica.

Após a confirmação do caso, equipes técnicas especializadas passaram a monitorar pessoas que tiveram contato próximo com o paciente. Segundo a Sesa, estão sendo adotadas medidas de prevenção, incluindo a realização de quimioprofilaxia — uso de antibióticos para evitar o desenvolvimento da doença — quando indicado, além da atualização da carteira de vacinação conforme orientações do Programa Nacional de Imunizações.

Casos de meningite no Espírito Santo

Dados da Sesa mostram que, apenas em 2026, já foram registradas 14 mortes por meningite no Espírito Santo.

Até o momento, foram notificados 259 casos suspeitos da doença no estado, incluindo infecções de origem viral, bacteriana, fúngica e meningite do tipo B. Desses registros, 57 casos foram confirmados e 14 evoluíram para óbito.

O que é meningite

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ocorrer ao longo de todo o ano e pode ser causada por diferentes agentes, como vírus, bactérias, fungos e parasitas.

Entre os tipos bacterianos, a meningite meningocócica é considerada uma das mais graves por ter potencial de causar surtos e epidemias. Quando não diagnosticada e tratada rapidamente, a doença pode evoluir para morte em até 48 horas.

Transmissão e tratamento

A transmissão ocorre, principalmente, de pessoa para pessoa por meio do contato com secreções da boca, nariz ou garganta, geralmente durante espirros, tosse, fala ou beijo.

Pessoas que apresentarem sintomas devem procurar atendimento em uma unidade de saúde. Caso haja suspeita da doença, o paciente é encaminhado para um hospital para realização de exames específicos. Se confirmado o diagnóstico, o tratamento é feito com antibióticos e, geralmente, requer internação.

Em situações de contato prolongado com pacientes infectados — como convivência próxima até duas semanas antes do início dos sintomas — pode ser indicado o uso de antibióticos profiláticos para reduzir o risco de contaminação.

Crianças são mais vulneráveis

Crianças menores de cinco anos, especialmente aquelas com menos de um ano de idade, são mais vulneráveis às meningites bacterianas. Isso ocorre porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.

Apesar disso, a doença pode atingir pessoas de qualquer faixa etária, incluindo adultos e idosos.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra alguns tipos de meningite. Entre as vacinas disponíveis no calendário infantil estão:

  • BCG, que protege contra a meningite tuberculosa
  • Tetravalente, que inclui proteção contra Haemophilus influenzae tipo B

Especialistas também recomendam manter ambientes ventilados, evitar contato com pessoas doentes e manter hábitos de higiene adequados.

Pais e responsáveis devem procurar atendimento médico sempre que crianças apresentarem sintomas suspeitos, especialmente febre alta e alterações de comportamento. Diagnóstico e tratamento rápidos são fundamentais para reduzir o risco de complicações.

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