Sul do Espírito Santo
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Criança de 1 ano e 9 meses teve queimaduras de segundo grau nos dois pés e está internada em Vitória
Escrito por Redação em 11 de fevereiro de 2026
Um bebê de 1 ano e 9 meses está internado no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória, após sofrer queimaduras de segundo grau nas solas dos dois pés. O caso ocorreu na última sexta-feira (6), depois que a criança participou de uma atividade recreativa em uma creche particular no município da Serra.
De acordo com Stefani Schaffer, mãe da criança, o pai do menino recebeu uma ligação da instituição horas após deixá-lo na creche, informando que ele havia se machucado.
“Por volta das 15h, entraram em contato dizendo que o neném tinha queimado o pé. Quando chegamos na creche, ele estava dormindo de tanto chorar. Foi quando vi que os dois pés estavam desfolados”, relatou.
Segundo o relatório médico do hospital, o bebê sofreu queimaduras de segundo grau nas solas dos pés.

A mãe afirma que a rotina da criança mudou completamente após o ocorrido. “Toda vez que vamos fazer o curativo, é preciso sedá-lo. Ele está sentindo muita dor. Já passei a noite em claro com meu filho chorando”, contou.
Stefani também questiona a conduta adotada pela instituição após o acidente. Segundo ela, o filho não foi levado imediatamente ao hospital.
“Eles fizeram alguma coisa lá na creche. Fiquei indignada, porque disseram que prestaram socorro. Na hora em que aconteceu, deveriam ter chamado uma ambulância ou colocado ele em um carro e levado direto para o hospital, e depois nos comunicado. Mas esperaram a gente chegar lá”, afirmou.
A mãe também contesta a versão apresentada pelas responsáveis pela creche.
“As donas alegaram que estava muito calor e que levaram os bebês para a varanda para um banho de mangueira. Há uma parte coberta e outra descoberta. Disseram que meu filho correu para a parte descoberta, onde estava batendo sol, e que, quando a cuidadora correu para pegá-lo, ele já tinha queimado os pés. Mas é difícil acreditar que uma queimadura de segundo grau nos dois pés tenha acontecido só por ele ter pisado ali”, desabafou.
Ela afirma que busca esclarecimentos sobre o que aconteceu. “Precisamos de respostas e justiça. Quero que a polícia investigue o que aconteceu com meu filho naquele lugar. Estou devastada.”
Em nota, a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) informou que o caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Por envolver menor de idade, o procedimento tramita sob sigilo, conforme prevê a legislação.
Por meio de nota, a advogada Angélica Damasceno Romeiro, representante jurídica do Espaço Ver Crescer, informou que foi identificada uma ocorrência envolvendo um menor durante atividades recreativas.
Segundo a defesa, o estabelecimento prestou atendimento imediato assim que a situação foi percebida e comunicou prontamente os responsáveis, adotando as providências cabíveis.
Ainda conforme a nota, o caso está em apuração interna, com registro dos fatos, e a instituição permanece à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos.
O Espaço Ver Crescer informou também que desenvolve atividades recreativas próprias da infância, mantendo protocolos de cuidado, supervisão e atenção contínua voltados à segurança e ao bem-estar das crianças. Por se tratar de menor de idade e em respeito à legislação vigente, não foram fornecidos detalhes adicionais sobre o ocorrido nem informações de natureza clínica.
A instituição reafirmou, por fim, o compromisso com a segurança e o cuidado das crianças atendidas.