O ataque registrado em uma escola de Vitória na última quinta-feira (19) reacendeu o debate sobre a necessidade de acompanhamento psicológico para estudantes da rede pública. O caso trouxe à tona a importância de identificar sinais de sofrimento emocional e ampliar o suporte dentro do ambiente escolar.
De acordo com a Polícia Militar, o adolescente apontado como agressor apresentava comportamento considerado alterado, com indícios de transtornos emocionais e sinais de depressão. A informação reforça a discussão sobre prevenção e acompanhamento de casos semelhantes.
Atualmente, tanto o Governo do Estado quanto prefeituras da Grande Vitória mantêm programas voltados ao apoio psicossocial de alunos identificados com necessidade de auxílio.
A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) informou que repudia qualquer tipo de violência e destacou que a rede estadual conta com ações estruturadas de apoio psicossocial.
Entre as iniciativas está o Programa de Apoio Psicossocial e Orientação Interativa Escolar (Apoie), que atua com equipes multidisciplinares. O programa promove rodas de conversa, oficinas, fóruns e escuta qualificada, além de realizar encaminhamentos individualizados quando necessário.
Suporte com equipes multiprofissionais
Na Serra, a Secretaria Municipal de Educação mantém o Projeto Acolhe, que organiza o trabalho de equipes multiprofissionais nas escolas. O projeto tem caráter preventivo e pedagógico, com foco na mediação de conflitos e no apoio a estudantes em situação de vulnerabilidade.
As equipes são formadas por psicólogos, assistentes sociais e fonoaudiólogos, que realizam escuta qualificada, orientações às escolas e articulação com a rede de proteção social. O atendimento clínico contínuo não é feito diretamente pelo programa, sendo os casos encaminhados para a rede de saúde quando necessário.
A Secretaria de Saúde do município destaca que a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferece suporte em 40 unidades de saúde, com apoio de equipes multiprofissionais.
Em Vitória, a Secretaria Municipal de Educação informou que ações integradas de cuidado já estão sendo realizadas na unidade onde ocorreu o ataque, envolvendo equipes das áreas de Educação e Saúde.
O município mantém iniciativas permanentes de prevenção à violência nas escolas, com formação de profissionais, rodas de conversa e ações de escuta ativa.
Além disso, a rede conta com o Núcleo de Acolhimento e Acompanhamento Multiprofissional (NAAM), responsável por monitorar casos e oferecer suporte a estudantes que necessitam de acompanhamento. O episódio reforça a necessidade de ampliar estratégias de atenção à saúde mental no ambiente escolar, com foco na prevenção e no cuidado contínuo.
Não responderam
A reportagem do Sim Notícias também procurou a prefeitura de Cariacica, mas ela não respondeu. O espaço segue aberto para os esclarecimentos.


