
Uma maleta de arte e um sonho nas costas

Reações emocionadas no caminho de volta
Durante a trilha, muitas pessoas se mostraram curiosas com a caixa que ele carregava. “Um moço achou que fosse uma caixa de abelhas”, relembra, rindo. No retorno, uma mulher pediu para ver a pintura. Encantada, tirou uma foto com o artista e compartilhou palavras de incentivo que, segundo Ruy, aqueceram mais do que qualquer agasalho. Além disso, ele decidiu presentear o guia com o quadro original como forma de gratidão pela ideia, e fará cópias para os amigos que participaram da aventura. “Essa experiência foi um degrau no meu desenvolvimento artístico”, afirma. “Tenho vontade de levar material sempre que fizer trilhas, para retratar novas paisagens.”
Pintar nas nuvens e acreditar nos próprios passos
O topo do Pico da Bandeira é um dos pontos mais frios da Região Sudeste, com temperaturas que podem chegar a -14°C. Mesmo com todas as dificuldades, Ruy conseguiu criar ali a sua obra chamada “Minha primeira vez no Pico da Bandeira”. Segundo ele, o quadro representa mais do que a paisagem: é o símbolo de um menino agricultor que sonha alto. “Já desisti várias vezes. Já guardei meus lápis e tintas numa caixa. Mas meu dom é o que me mantém aquecido”, desabafa. A mensagem que deixa a outros artistas é clara: “Mesmo sem visibilidade ou oportunidades, continuem. Mostrem sua arte. Sonhem alto, sim.”LEIA TAMBÉM:Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por TRIPSKOMBInacomigo (@tripskombinacomigo)


