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PREJUÍZO
Mulher descobriu que o filho, de 11 anos, pagou R$ 650 por dois copos de açaí na orla da Praia de Itapuã
Escrito por Redação em 19 de fevereiro de 2026
Uma compra aparentemente simples terminou em dor de cabeça para uma família de Vila Velha, na Grande Vitória. Uma representante comercial levou um susto ao conferir a fatura do cartão de crédito e descobrir que o filho, de 11 anos, pagou R$ 650 por dois copos de açaí na orla da Praia de Itapuã.
Segundo a mãe, o valor combinado com o vendedor foi de R$ 24 — sendo R$ 12 por cada copo. Porém, a cobrança registrada no cartão foi mais de 27 vezes maior que o informado à criança. O pagamento foi parcelado em duas vezes de R$ 325.
A compra aconteceu no dia 8 de janeiro, mas a família só percebeu o problema agora, quando a primeira parcela apareceu na fatura.
Para a empresária, há indícios de que o vendedor tenha se aproveitado do fato de o cliente ser uma criança. Na noite da compra, um evento era realizado na praia, o que aumentou o número de ambulantes circulando na região.
Ela também afirma que o nome fantasia que aparece na fatura do cartão não corresponde a nenhum vendedor que costuma trabalhar com frequência naquele ponto da orla.
Ao procurar a instituição financeira, a mulher foi informada de que não seria possível cancelar a transação de forma administrativa, já que a compra foi feita presencialmente com o cartão físico.
Diante da situação, a família registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e agora tenta identificar o responsável pela venda.
Em nota, a Polícia Civil informou que o registro foi feito pela internet e validado pelo 7º Distrito Policial de Vila Velha. A unidade ficará responsável por investigar o caso para identificar e responsabilizar o(s) suspeito(s). Até o momento, ninguém foi autuado.
A Polícia Civil reforça que a população pode ajudar nas investigações de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido e todas as informações recebidas são apuradas.
Em situações parecidas, a orientação é que o responsável legal entre imediatamente em contato com a operadora do cartão para contestar a cobrança. Também é importante reunir provas que comprovem o valor informado no momento da compra, como comprovantes, fotos, prints de mensagens ou imagens do local.
O registro do boletim de ocorrência é recomendado para que o caso seja formalmente investigado.