Marcos Pimentel
Marcos Pimentel
Pensão por morte é um dos benefícios mais importantes do Direito Previdenciário

A pensão por morte é um dos benefícios mais importantes do Direito Previdenciário, pois garante proteção financeira aos dependentes do segurado do INSS após o seu falecimento. Apesar de ser um benefício conhecido, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quem tem direito, qual o valor pago e por quanto tempo ele é devido.
Neste artigo, você vai entender de forma clara e atualizada como funciona a pensão por morte, quais são os requisitos e os principais pontos de atenção.
A pensão por morte é um benefício previdenciário pago aos dependentes do segurado do INSS que falece, seja ele aposentado ou não.
O objetivo é substituir a renda que o falecido contribuía para a família, garantindo proteção social aos dependentes.
A lei divide os dependentes em três classes:
1ª Classe (prioridade máxima)
Cônjuge ou companheiro(a)
Filho não emancipado menor de 21 anos
Filho inválido ou com deficiência grave
Importante: Se houver dependentes na primeira classe, os demais não têm direito.
2ª Classe
Pais
3ª Classe
Irmãos não emancipados menores de 21 anos ou inválidos/deficientes
Depende da classe:
Não necessariamente.
Para que haja direito à pensão por morte, o falecido precisa ter:
Existe ainda o chamado período de graça, que mantém a qualidade de segurado mesmo sem contribuições por determinado tempo.
Após a Reforma da Previdência (EC 103/2019), o cálculo mudou.
A regra atual funciona assim:
Exemplo:
Se o falecido deixou esposa e dois filhos:
50% + 10% (esposa) + 10% (filho 1) + 10% (filho 2)
= 80% do valor da aposentadoria.
Se houver apenas um dependente, ele receberá 60%.
A duração varia conforme o tipo de dependente.
Para filhos:
Para cônjuge ou companheiro:
Depende de dois fatores:
Se esses requisitos não forem preenchidos, a pensão pode durar apenas 4 meses.
Se forem cumpridos, o tempo de duração varia conforme a idade do cônjuge na data do óbito.
Exemplo:
Sim, mas com limitações.
É possível acumular:
Porém, o beneficiário receberá o valor integral do benefício mais vantajoso e um percentual do outro, conforme regras de redução progressiva previstas na legislação.
O pedido pode ser feito:
Documentos básicos:
Não há prazo máximo para pedir, mas isso impacta nos valores retroativos.
Se solicitado em até 90 dias após o óbito (para maiores de 16 anos), o pagamento retroage à data do falecimento.
Após esse prazo, o benefício começa a valer a partir da data do requerimento.
Para menores de 16 anos, o prazo é de 180 dias.
Algumas situações geram negativas do INSS, como:
Nesses casos, é possível apresentar recurso administrativo ou ingressar com ação judicial.
A pensão por morte envolve análise técnica de documentos, tempo de contribuição e dependência econômica.
Um erro no pedido pode gerar prejuízo financeiro significativo, seja pelo valor incorreto do benefício ou pela negativa indevida.
Por isso, a orientação de um advogado previdenciário é fundamental para garantir o direito integral dos dependentes.
A pensão por morte é um benefício essencial para proteger a família em um momento de extrema fragilidade. No entanto, as regras mudaram com a Reforma da Previdência, e o valor e a duração do benefício variam conforme cada caso.
Se houver dúvidas ou negativa do INSS, é importante buscar orientação especializada para garantir que todos os direitos sejam respeitados.
Este texto expressa a opinião do autor e não traduz, necessariamente, a opinião do Sim Notícias.