

Um mergulho em um novo mundo
O próximo passo foi inevitável: dar aulas de gastronomia. Foram 15 anos no curso da UVV. Um dia, alunos o incentivaram a ter seu próprio negócio na área de vinhos. Ele mergulhou em contatos e projetos com figuras importantes do mundo vinícola do Chile e da Argentina. Formou-se na Federazione Italiana Sommelier Albergatori Ristoratori (Fisar). Seus olhos e seu paladar, no entanto, estavam voltados para os vinhos brasileiros. Há alguns anos, um ex-aluno o colocou em contato com a produção de vinhos de Urupema, em Santa Catarina. As áreas encontradas eram e são muito promissoras. Um terreno foi arrendado, e, depois, outro foi comprado. Durante esse processo, no entanto, Paulo tinha de resolver um problema: como não domina as técnicas da produção, tinha de encontrar alguém para cuidar da terra. A solução estava ao seu lado, na maior de suas paixões. Thaís, sua esposa, decidiu fazer o mestrado em viticultura e enologia, o primeiro curso do gênero no país, no Instituto Federal de Urupema. “Hoje, ela cuida muito mais da produção do que eu”, diz Paulo, com o sorriso de quem está feliz com sua transformação maior, afinal, seu sobrenome foi parar no rótulo dos nove vinhos produzidos pelo casal. E Gaudio acaba sendo o resumo de uma história curiosa de evolução e transformação, de um chef que virou vinho… Chile resgata sua uva mais tradicional. Amantes do vinho agradecemOs vinhos da Gaudio
Os vinhos da vinícola Gaudio são produzidos em uma área de microclima muito curioso. Urupema fica a 1.200 metros de altitude. É uma das cidades mais frias do país, mas com uma oscilação diária de temperatura: pode gear pela manhã e, pouco tempo depois, a temperatura atingir até 18 graus. Tecnicamente, isso é conhecido como amplitude térmica, apontada como fundamental para se produzir boas uvas. A produção é restrita, como sempre ocorre com uma vinícola boutique. Por enquanto, a distribuição está limitada a restaurantes e hotéis. Confira abaixo os nove rótulos da Gaudio:






