Alecsandro Casassi

Perspectivas da economia capixaba em 2026

Para o Espírito Santo, 2026 se apresenta como um período de transição relevante, marcado por desafios macroeconômicos

Início do ano é tempo de reflexão estratégica para a economia capixaba. Foto: Divulgação
Início do ano é tempo de reflexão estratégica para a economia capixaba. Foto: Divulgação

O início de um novo ano é sempre um convite à reflexão estratégica. Para o Espírito Santo, 2026 se apresenta como um período de transição relevante, marcado por desafios macroeconômicos ainda presentes, mas também por oportunidades concretas para empresas que souberem ler o cenário com atenção, disciplina e visão de longo prazo.

No plano nacional e internacional, seguimos convivendo com um ambiente de incertezas. Taxas de juros em patamar ainda elevado, pressões inflacionárias pontuais, instabilidades geopolíticas e um crescimento global moderado exigem cautela na tomada de decisões. Para as empresas, isso se traduz em maior rigor na gestão financeira, atenção ao fluxo de caixa e avaliação criteriosa de investimentos. O custo do capital segue como um fator sensível e demanda planejamento e governança.

Ao mesmo tempo, o Estado parte de uma posição diferenciada. Mantém fundamentos econômicos sólidos, equilíbrio fiscal, capacidade de investimento público e um ambiente institucional que favorece o diálogo entre setor produtivo e poder público. Esses elementos criam condições para atravessar cenários adversos com mais resiliência do que a média nacional.

Setores como logística, comércio exterior, energia, agronegócio, mineração, indústria e serviços seguem desempenhando papel estratégico na economia capixaba. A diversificação da base produtiva, aliada aos investimentos em infraestrutura e à modernização de processos, amplia a competitividade das empresas locais e fortalece a inserção do Estado nas cadeias nacionais e globais de valor.

Outro ponto para 2026 é a agenda de inovação e produtividade. A adoção de tecnologias, a digitalização de processos, a qualificação de pessoas e o fortalecimento da governança corporativa deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos para a sustentabilidade dos negócios. Empresas financeiramente saudáveis, com gestão profissional e visão estratégica, estarão mais preparadas para aproveitar oportunidades mesmo em ambientes desafiadores.

Há também uma mudança clara no perfil de investidores, clientes e parceiros, cada vez mais atentos a práticas de ESG, transparência e responsabilidade social. Esse movimento não deve ser visto como custo, mas como um vetor de geração de valor e longevidade empresarial.

O papel das lideranças, especialmente das áreas financeiras, é decisivo. Planejar, analisar riscos, buscar eficiência e manter o foco no crescimento sustentável são atitudes essenciais para transformar incertezas em oportunidades.

O Estado entra em 2026 com condições reais de avançar.

Alecsandro Casassi

Alecsandro Casassi

é presidente do Ibef-ES.

 

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