


Quem é Serginho Vidigal
Antonio Sérgio Vidigal Junior é nascido em 1987 e tem 37 anos – quatro a mais que Weverson. É médico como o pai, mas com outra especialidade: Vidigal é psiquiatra; Serginho, oftalmologista. Formou-se na Universidade Católica de Brasília. Morou lá enquanto a mãe era deputada e o pai trabalhava no Ministério do Trabalho. Voltou para a Serra no fim de 2013. Exerce a medicina há 14 anos. Há oito, é sócio de uma clínica particular de oftalmologia no Hospital Meridional (antigo Metropolitano), em Laranjeiras, na Serra, onde atende diariamente. Além disso, é professor e preceptor do curso de residência do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), da Ufes. Cumpriu a mesma função no Hospital Evangélico por dez anos. É casado há 14 anos com Tatiany Vidigal e tem três filhos: um menino de 11, uma menina de oito e um menino de seis. Eles moram em um condomínio em Manguinhos e frequentam a Igreja Batista de Jardim Camburi. Quem o conhece o descreve como um homem conciliador, muito tranquilo, de fala mansa e calma, como o pai, e de poucas palavras. A mãe, Sueli, é bem mais passional. Sempre sonhou em ver Serginho entrando na política e governando a Serra.“Terá meu respeito, não meu incentivo”: o que diz o próprio Vidigal
Questionado pela coluna sobre as aspirações do filho – e as dele e do partido para Serginho –, Sérgio Vidigal afirma: nenhum filho seu será incentivado ou estimulado por ele a entrar na política. Além de Serginho, Vidigal é pai de Eduardo Vidigal, mais conhecido como Dudu. O primogênito do ex-prefeito é filho de seu primeiro casamento. Diferentemente de Serginho – que está aparecendo agora como potencial candidato –, Dudu sempre foi cotado para disputar eleições com o apoio do pai, desde 2004, de vereador a deputado, mas a ideia nunca se concretizou. “Serginho nunca manifestou interesse em entrar na vida pública. Dudu já mostrou interesse. Se um filho meu depender de estímulo meu para entrar na vida pública, vai ser meio difícil recebê-lo. Acho que o que ele criou foi um vínculo de relação muito próxima ao Weverson e acabou dando muita interpretação de que ele pode ser candidato. Mas, pelo menos comigo, ele nunca tocou nesse assunto. E eu não tenho nenhum plano de candidatura nem para ele nem para o Dudu. É uma decisão muito pessoal. É lógico que tem um histórico meu e da Sueli na vida pública… Se ele quiser, por uma decisão pessoal, terá meu respeito e não terá meu veto, mas não terá meu incentivo”, assevera Vidigal. Mas Vidigal por acaso vê no filho vocação e traquejo para a atividade política? Quem responde é um pai orgulhoso: “Ele tem conteúdo suficiente para debater qualquer tipo de tema. É algo que falta muito a muitos atores políticos. Tem gente que é muito bom de voto, mas é ruim de conteúdo. Ele é uma pessoa qualificada. Tem bandeiras em que ele acredita. Tem cultura para ser agente público. Não estou dizendo que ele tenha votos para ser, porque isso a gente só sabe quando disputa”. Com a experiência de quem acumula mandatos desde os anos 1980, Vidigal destaca alguns fatores que o filho precisa sopesar antes de fazer a travessia. O primeiro deles: as intempéries a que estão sujeitas as pessoas públicas: “Política não põe credibilidade em sua conta. Ao contrário, costuma tirar a que você tem. O segundo é de ordem financeira: “Como médico, ele tem uma renda que nenhum mandato político vai equiparar. Ele precisa pensar muito nisso, porque a política não pode ser modo de sobrevivência financeira”. Quanto ao liame entre seu filho caçula e seu afilhado político, Vidigal enxerga ali uma amizade sincera: “Serginho e Weverson são da mesma geração. Os dois são esportistas. Eles se aproximaram muito durante a campanha. Weverson tinha momentos de solidão”.