

O Podemos de Gilson Daniel
Quanto a Gilson Daniel, há muito tempo ele reclama de uma sub-representação do Podemos no governo e reivindica mais espaço, compatível com o tamanho adquirido pela sigla e pelo seu ótimo desempenho no país e no Espírito Santo no último pleito municipal. Sua queixa não é sem fundamento: o Podemos, hoje, não tem mesmo no governo Casagrande um secretário ou secretária puro sangue, que possa ser considerado de sua cota. A ascendente Emanuela Pedroso (secretária de Governo), ainda no Podemos, é aposta do PSB para se candidatar a deputada federal, e tem convite de outros partidos – o que não convém a Gilson, pois seria uma concorrente direta à Câmara Federal. A ex-prefeita de Alto Rio Novo chegou à equipe de Casagrande em 2021 pelas mãos de Gilson, mas saiu da órbita do deputado e hoje em dia pode ser considerada Casagrande Futebol Clube. Em tese, o Podemos é outra sigla de centro-direita que pode, se não contemplada, derivar para aquele polo Pazolini/Hartung, o qual pode agregar Republicanos, PSD e, talvez, também o PP. Emblematicamente, para aumentar a pressão, Gilson recebeu nesta semana ninguém menos que Erick Musso, articulador político de Pazolini e presidente estadual do Republicanos – na véspera da entrevista de Ricardo Ferraço à coluna. O deputado postou a foto no Instagram. Após as eleições municipais, já havia se reunido com o próprio Pazolini.