O Projeto Político Militar (PPM) resolveu entrar para valer no debate eleitoral do Espírito Santo. Englobando quatro associações que representam militares de baixa patente da Polícia Militar (PMES) e dos Bombeiros, o movimento cogita lançar até um candidato próprio ao Governo do Estado. Pelo menos é o que afirma o presidente do PPM, o Tenente Elson da Penha Fernandes.
“Nossa ideia principal é lançar um candidato próprio, até mesmo do nosso grupo político, das nossas associações. Estamos aguardando algumas definições partidárias, mas queremos um nome que seja alinhado com as pautas da segurança pública de forma geral e específica.”
O PPM tem por objetivo apoiar e eleger candidatos comprometidos com pautas defendidas pelas categorias de agentes de segurança pública que fazem parte do movimento.
No Espírito Santo, as entidades reunidas no projeto são a Associação dos Bombeiros Militares do Espírito Santo (ABMES), a Associação dos Subtenentes e Sargentos da PM e Bombeiro Militar (Asses), a Associação das Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros (Aspra) e a Aspomires. Juntas, as quatro têm cerca de 20 mil associados, entre ativos, inativos e pensionistas.
Segundo o Tenente Fernandes, o PPM avalia o lançamento de um candidato a governador por não visualizar, hoje, entre os pré-candidatos conhecidos, alguém que represente a agenda dos policiais e bombeiros militares.
“Vemos muitos candidatos usando a pauta da segurança pública para se promoverem e depois, inclusive, mudando de nome. Sabemos que a pauta da segurança, no Espírito Santo e no Brasil, é algo complexo e primordial nesta eleição. E não encontramos ainda um candidato que tenha uma pauta concreta para a segurança pública em geral e para as nossas carreiras”.
De acordo com Fernandes, três líderes das associações são cotados internamente neste momento para assumir a missão de disputar o Palácio Anchieta: o Sargento Jackson Eugênio Silote (presidente da Aspra), o Capitão Emerson Luiz Santana (presidente da ABMES e suplente de Magno Malta no Senado) e ele próprio (vice-presidente da ABMES, além de presidente do PPM).
“Se eu for chamado, estou plenamente disposto a encarar essa missão, sem dúvida”, diz Fernandes.
Para isso, eles terão de encontrar um partido que tope bancar a empreitada eleitoral. As opções na praça são escassas. A legislação eleitoral estabelece que militares da ativa, como é o caso, só podem se filiar a partido político durante o período oficial de campanha, a partir de 16 de agosto – o que dá a eles mais tempo para buscar uma legenda.
Já na eleição ao Senado, segundo Fernandes, está mantido o apoio do PPM ao prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), anunciado em setembro do ano passado – se ele for mesmo candidato.
Marcus Vicente fica no PP para ser candidato a deputado federal
Aliado do governador Renato Casagrande (PSB) e do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), o ex-deputado federal Marcus Vicente decidiu ficar no Progressistas (PP) para ser novamente candidato a deputado federal.
Vicente exerceu quatro mandatos na Câmara dos Deputados (1997-1998, 1999-2002, 2003-2006 e 2015-2018). Em 2018, não conseguiu renovar o mandato. De janeiro de 2019 a janeiro de 2025, passando por dois governo e meio de Casagrande, ele foi o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano.
Desde então, é subsecretário de Relações Institucionais da Casa Civil. Deixará o cargo até 4 de abril para disputar o novo pleito.
Vicente presidiu o PP no Estado até abril de 2023, quando foi substituído pela direção nacional do partido, que nomeou em seu lugar o deputado federal Josias da Vitória.
Com o União Brasil, o PP compõe a Federação União Progressista. No Espírito Santo, sob a liderança de Da Vitória, a federação decidiu apoiar Ricardo Ferraço para governador e Casagrande para senador.
Ao mesmo tempo, a federação busca preencher um ou até os dois lugares que restam na chapa, indicando o candidato a vice-governador e/ou o segundo candidato a senador, que pode ser o próprio Da Vitória.
Vicente e Da Vitória chegaram a um entendimento, e o primeiro também fará parte da chapa da federação à Câmara dos Deputados.
Além do próprio Da Vitória, a chapa já tem Marcelo Santos (União), Amaro Neto (PP), Messias Donato (União) e Evair de Melo (PP).
É uma chapa fortíssima.
Adilson Espindula vai do PSD para o PP
Falando em União Progressista, o deputado estadual Adilson Espindula, que disputará a reeleição na Assembleia, trocou o Partido Social Democrático (PSD) pelo PP. Já assinou ficha de filiação e tudo.
José Esmeraldo troca o PDT pelo União Brasil
Quem também chega à chapa da federação é o deputado estadual José Esmeraldo, que também tentará renovar o mandato na Assembleia. Ele trocou o Partido Democrático Trabalhista (PDT) pelo União Brasil.
Esmeraldo já enviou ofício à Mesa Diretora da Ales comunicando a troca de partido e pedindo as devidas atualizações nos registros da Casa e no painel de votações do plenário, conforme constou no expediente da sessão ordinária desta terça-feira (17).
Só para não perder a brincadeira…
Nesse ritmo, a Federação União Progressista vai dominar o mundo…
Projeções
Agora, tornando à seriedade: as chapas dessa federação estão ficando tão fortes que, no atual cenário, poderão eleger de seis a oito deputados estaduais e de dois a quatro deputados federais no Espírito Santo. É muita coisa.
No total, há 30 deputados estaduais na Ales e 10 federais na bancada capixaba na Câmara Federal.
Arnaldinho com Aécio nesta quarta (18)
O prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB) estará em Brasília nesta quarta-feira (18). Entre outros compromissos, deve conversar com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, sobre o cenário eleitoral no Espírito Santo.
