Lívia Vasconcelos

Primeira-dama de Colatina decide ser candidata a deputada estadual

Saiba aqui as razões de Lívia Vasconcelos e do seu marido, o prefeito Renzo Vasconcelos, presidente estadual do PSD

A médica Lívia Vasconcelos decidiu: será candidata a deputada estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). Especialista em cirurgia oncológica, ela é a esposa do prefeito Renzo Vasconcelos e, portanto, primeira-dama da cidade de Colatina.

Renzo é o presidente do PSD no Espírito Santo. O partido está na mesma frente eleitoral encabeçada pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e pelo de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB).

Essa será a primeira vez que Lívia disputará uma eleição. Sua resolução de concorrer a um mandato eletivo foi publicada aqui no fim do ano passado. Mas havia dúvidas quanto ao cargo a ser pleiteado: deputada estadual ou federal? Agora, a decisão foi tomada.

Se fosse candidata a federal, Lívia poderia ir para um sacrifício eleitoral. No Espírito Santo, o PSD está com muita dificuldade em montar uma chapa para a Câmara dos Deputados. Caso fosse a única candidata competitiva da chapa, mesmo sendo muito bem votada, Lívia correria o sério risco de não beliscar uma vaga a Casa – exatamente como ocorreu com o próprio Renzo nas eleições de 2022, na chapa do Partido Social Cristão (PSC).

Em contrapartida, como candidata a deputada estadual, Lívia já entra no páreo com chances enormes de se eleger para uma das 30 vagas na Assembleia Legislativa (Ales). No Espírito Santo, um deputado estadual pode se eleger com menos de 20 mil votos.

O quociente eleitoral, número mínimo de votos da chapa para eleger um deputado, deve ficar em torno de 60 mil. Com o poder do marido, da família Vasconcelos e a força da Prefeitura de Colatina jogando a favor, a primeira-dama poderá ser a puxadora de votos da chapa do PSD, não apenas se elegendo como ajudando outros candidatos do partido a beliscarem uma vaga na Ales.

De quebra, Lívia poderá bater de frente com o ex-prefeito de Colatina Guerino Balestrassi (MDB), adversário local de Renzo e por ele derrotado nas últimas eleições municipais (2024). Secretário estadual de Recuperação do Rio Doce desde fevereiro do ano passado, Guerino deve ser candidato, justamente, a deputado estadual. Disputando o mesmo cargo, a primeira-dama tende a lhe tirar parcela dos votos.

Mas há mais ingredientes na decisão.

O encontro com Da Vitória

No último domingo (22), após longo tempo de afastamento mútuo, Renzo visitou o deputado federal Josias da Vitória (PP), pré-candidato à reeleição, na casa dele, em Colatina. Lívia acompanhou o marido. Os três tiveram uma ótima conversa, de reconciliação. O prefeito até se comprometeu a fazer mais sinais de reaproximação com Da Vitória nas próximas semanas.

Com a esposa não sendo candidata à Câmara dos Deputados, Renzo fica livre para apoiar outro candidato a deputado federal da sua terra e na sua terra. Da Vitória é de Colatina e precisa mesmo de um impulso no seu antigo reduto, onde já não foi tão bem votado em 2022.

Da Vitória também é, acima de tudo, o presidente estadual da Federação União Progressista (União Brasil com PP), a qual, no momento, pendula entre o bloco de Pazolini e Arnaldinho e aquele encabeçado pelo governador Renato Casagrande (PSB) e pelo vice-governador Ricardo Ferraço (MDB).

Ora, como lembramos acima, Renzo e seu PSD estão fechados com o primeiro bloco. Assim, sua sinalização de apoio a Da Vitória também serve como uma “isca” para atrair um pouco mais o deputado e a Federação União Progressista para a citada frente de oposição ao governo Casagrande.

Plano B: ser candidata a vice-governadora

No entanto, Renzo e Lívia têm na manga uma alternativa. Enquanto a pré-candidatura à Assembleia foi definida como plano A, a primeira-dama de Colatina passou a ser considerada como possível candidata a vice-governadora de Pazolini (ou de Arnaldinho). Aportaria à chapa o gênero feminino, o rosto de mulher jovem, a imagem de médica bem-sucedida e um pé no interior.

Conversas nesse sentido já foram abertas pelo casal Vasconcelos com Arnaldinho, Pazolini e Erick Musso, presidente estadual do Republicanos e principal articulador (explícito) de tal movimento.

Mas este é um tema a ser melhor desenvolvido em outra análise.