Pré-candidato a governador, Lorenzo Pazolini (Republicanos) formalizou, na manhã desta quarta-feira (1º), sua decisão de renunciar ao atual mandato, o segundo como prefeito de Vitória, para poder disputar as eleições de outubro.
Em ofício, cumprindo os ditames legais e constitucionais, o prefeito comunicou à Câmara Municipal de Vitória a sua renúncia, válida a partir de sábado (4), “de forma expressa, solene, irrevogável e irretratável”. Ou seja: não há chance de ele voltar atrás.
Com isso, a partir de sábado, a prefeita de Vitória será a atual vice-prefeita, Cristhine Samorini, mais conhecida como Cris Samorini (PP). Ela governará a cidade até o fim de 2028 e estará apta a disputar a reeleição no mesmo ano.
Por força da legislação eleitoral, prefeitos que pretendem disputar outro mandato eletivo este ano são obrigados a renunciar ao cargo até seis meses antes do 1º turno das eleições de outubro (marcado para o dia 4 do referido mês). Pazolini o fará, rigorosamente, no limite do prazo.
Na justificativa que acompanha o documento enviado ao presidente da Câmara, Anderson Goggi (Republicanos), o prefeito explicita sua intenção de disputar o pleito eleitoral deste ano. É esse o motivo de sua renúncia.
Delegado da Polícia Civil do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini tem 43 anos. Governou Vitória por cinco anos e três meses. Em 2020, elegeu-se para o primeiro mandato na Capital, após dois anos de atividade como deputado estadual. Naquele pleito, chegou em primeiro lugar no 1º turno e derrotou João Coser (PT) no 2º turno.
Em 2024, ele se reelegeu no 1º turno, com pouco mais de 56% dos votos válidos.
No contexto político-eleitoral capixaba, Pazolini faz parte de um grupo não alinhado com o governo de Renato Casagrande (PSB) no Estado.
A se cumprir a tendência, o (ainda) prefeito será um dos concorrentes nas urnas do candidato da situação, o atual vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), que tomará posse nesta quinta-feira (2) como governador, em substituição a Casagrande.