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Os secretários do governo Casagrande que enfrentarão as urnas
Escrito por Vitor Vogas

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O atual governo Casagrande (PSB) possui 27 integrantes com status de secretário de Estado. Pelo menos 12 deles seguramente participarão das eleições gerais deste ano, disputando algum cargo parlamentar (deputado federal ou estadual). É o time do “Professor Casão” nas eleições legislativas, com jogadores e jogadoras dispostos a enfrentar as urnas para defender o legado do atual governo.

O próprio governador, aliás, também quer chegar ao Parlamento – ou, no caso dele, voltar. Tende a ser candidato a senador. Já o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), secretário de Desenvolvimento até fevereiro do ano passado, é o pré-candidato apoiado por Casagrande para sua sucessão.

Se o plano eleitoral prioritário do governador transcorrer sem percalços, ele próprio renunciará ao cargo no começo do mês de abril, para disputar um assento no Senado, passando então o comando do governo a Ricardo. Para poderem disputar as eleições, os secretários de Estado terão de entregar os cargos dentro do mesmo prazo: até o dia 5 de abril.

Neste caso, ao assumir o governo, Ricardo terá pelo menos 12 mudanças para fazer no primeiro escalão, substituindo de imediato os secretários de Estado que sairão para disputar as eleições. O sucessor de Casagrande terá de montar toda uma nova equipe, preenchendo os lugares vazios no secretariado. Isso sem contar as mudanças discricionárias que poderá fazer, se assim quiser. Ele terá a caneta. Ficará a seu critério.

Esse eventual governo de Ricardo será curto; praticamente um “mandato tampão”, concomitante com o processo eleitoral. Exatamente por isso, para ajudá-lo a se reeleger, Ricardo terá de formar um secretariado competente, que não deixe a peteca cair e já entre jogando bem.

Mas as trocas também podem ser antecipadas. Independentemente de eventual renúncia de Casagrande, o prazo de desincompatibilização dos “secretários candidatos” é o mesmo. Eles terão de sair de qualquer jeito até o começo de abril, mesmo que Casagrande decida continuar no cargo. Por isso, segundo o governador, a partir da segunda quinzena de fevereiro, ele e Ricardo começarão a se debruçar na reforma do secretariado, estudando nomes de possíveis substitutos.

A seguir, apresentamos, por ordem alfabética, a lista dos 12 secretários de Estado dispostos a encarar as urnas em 2026, com o cargo a ser disputado e a situação partidária de cada um. Seis deles são pré-candidatos a deputado federal; os outros seis, a estadual. A metade está filiada ao PSB. Nove são homens e três são mulheres.

Listamos também os membros de escalões menores do governo que seguramente serão candidatos.

Confira!

Outros escalões

Alessandro Broedel (Podemos), diretor-geral do Incaper: será candidato a deputado federal pelo Podemos.

Alexandre Quintino (PDT), ex-deputado estadual e subsecretário de Habitação, Regularização Fundiária e Desenvolvimento Social (ligada à Sedurb): será candidato a deputado estadual, provavelmente pelo PP (a não ser que o partido não fique na coligação eleitoral do governo).

André Fagundes (Podemos), ex-prefeito de Nova Venécia e diretor-geral do Hospital Estadual Roberto Arnizaut Silvares, em São Mateus: será candidato a deputado estadual pelo Podemos.

Antonio Carlos Cesquim (PSB), diretor-presidente da Ceasa: pode ser candidato a deputado estadual, mas somente se o PSB precisar muito. Ele mesmo disse à coluna que não será candidato.

Carlos Casteglione (PT), ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim e subsecretário de Relações Institucionais da Secretaria de Esportes: pode ser candidato a deputado estadual, segundo ele, “para atender a um chamado do partido”, mas prefere não disputar e, em vez disso, coordenar uma campanha do PT (Coser, Contarato, Helder etc.).

Douglas Caus (sem partido), comandante-geral da PMES: falando a esta coluna em 16 de novembro do ano passado, admitiu disposição em disputar pela primeira vez uma eleição, a deputado federal, por um partido de direita, se Casagrande e Ricardo o chamarem para discutir esse projeto.

Eustáquio de Freitas (PSB), diretor-geral do Departamento de Edificações e Rodovias (DER-ES): será candidato a deputado federal pelo PSB.

Fabrício Petri (PSB), ex-prefeito de Anchieta e assessor da Casa Civil: será candidato a deputado estadual por um partido da coalizão governista (em aberto).


Julinho da Fetaes (PT), assessor da Casa Civil: será candidato a deputado estadual pelo PT

Lorena Vasques (PSB), subsecretária estadual de Estudos, Negócios, Planejamento e Infraestrutura Turística (ligada à Setur): será candidata a deputado federal pelo PSB, substituindo na chapa Victor Coelho, que “desceu” para estadual.

Marcus Vicente (PP), subsecretário de Relações Institucionais da Casa Civil: será candidato a deputado federal por um partido da base governista, ainda indefinido.

Pablo Lira (PSB), diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN): pode ser candidato a deputado estadual pelo PSB. Segundo ele, está avaliando.

Philipe Lemos (Podemos), superintendente de relações institucionais da Cesan: filiado ao Podemos em dezembro de 2025, será novamente candidato a deputado federal, dessa vez pelo partido de Gilson Daniel.

Rogerio Favoretti (PT), subsecretário estadual de Agricultura Familiar: será candidato a deputado estadual.

Vinicius Simões (PSB), subsecretário de Suporte à Educação: se o PSB precisar, poderá ser candidato a estadual ou a federal.

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