
Espontânea
O cenário espontâneo – primeira pergunta do questionário, na qual não é apresentada lista alguma aos entrevistados – reforça o quanto o eleitor em geral ainda está pouco interessado na eleição para governador a esta altura. Sem o estímulo de uma lista, nada menos que 70,0% dos entrevistados não citaram nenhum nome. Em evidência ainda maior do grau de distanciamento e desinformação do eleitorado neste ponto do processo, o nome mais citado espontaneamente como opção de voto é o do governador Renato Casagrande (PSB), mencionado por 9,5% dos entrevistados. Como está por encerrar o seu segundo mandato consecutivo, ele não pode concorrer novamente ao cargo, logo não será candidato a governador.
Segundo turno
A Paraná também testou dois cenários de eventual 2º turno: um entre Pazolini e Ricardo Ferraço; outro entre o prefeito de Vitória e Arnaldinho Borgo. Pazolini hoje venceria os dois. Contra Ricardo, o prefeito de Vitória obtém 44,8%, contra 38,7% do vice-governador. A diferença está fora do limite da margem de erro, embora próxima. Contra Arnaldinho, Pazolini atinge 52,6%, contra 22,6% do prefeito de Vila Velha.
Senado
A Paraná também aferiu como os eleitores do Espírito Santo se posicionam hoje, quanto à eleição para o Senado. No cenário espontâneo, o desengajamento neste ponto é ainda maior: 80,7% não souberam ou não opinaram. Na estimulada, o instituto testou dois cenários, ambos com oito nomes. Lembrando que haverá duas vagas em disputa, cada entrevistado pôde citar até dois nomes. No primeiro cenário, o governador Renato Casagrande lidera com folga. O segundo colocado é o ex-governador Paulo Hartung (MDB), tecnicamente empatado com Lorenzo Pazolini. O resultado geral ficou assim:
No segundo cenário, o nome de Hartung é substituído pelo do deputado estadual Wellington Callegari, que vai trocar o PL pelo DC. Nessa simulação sem o ex-governador, quem mais cresce é Pazolini. Eis o resultado:
A pré-candidata mais rejeitada para o Senado é Maguinha Malta, com 22,6%, tecnicamente empatada com Fabiano Contarato (PT), em quem 20,1% não votariam. A rejeição mais baixa é a de Pazolini: 6,9%.
Avaliação do Governo Casagrande
O governo de Renato Casagrande segue muito bem avaliado. Sua aprovação chega a 79,3%, contra 17,4% de desaprovação. Somando ótimo (23,4%) e bom (40,0%), 63,4% avaliam positivamente sua administração. Para 24,0%, o governo do socialista é regular. Ruim (4,6%) e péssimo (6,4%) somam 11,0%.