O ex-deputado estadual Sergio Majeski pode estar em vias de concretizar uma mudança substancial de planos. Majeski quer voltar à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), onde cumpriu dois mandatos, de 2015 a 2022. No começo de fevereiro, ele estava decidido a ser candidato pelo MDB, partido de Ricardo Ferraço. Agora, admite que está reavaliando a decisão e que uma de suas opções é o Partido Social Democrático (PSD).
Trata-se do partido do ex-governador Paulo Hartung. Em seu primeiro mandato na Ales (2015-2018), coincidente com o último governo de Hartung, Majeski foi o principal opositor do então governador, fazendo-lhe constantemente críticas e cobranças bem fundamentadas.
“Continuo avaliando todas as possibilidades, inclusive esta…”, confirma o ex-deputado, hoje diretor da Escola do Legislativo da Ales.
Reunião de Arnaldinho com Aécio não foi alegre
Fontes da coluna o atestam: a reunião decisiva de Arnaldinho Borgo com Aécio Neves, na tarde da última quarta-feira (18), não foi muito animadora para ele.
O prefeito de Vila Velha é presidente estadual do PSDB desde dezembro de 2025. Aécio é o presidente nacional e foi quem pôs Arnaldinho no cargo. O deputado federal Victor Linhalis também participou da conversa.
Arnaldinho saiu da reunião desanimado. O conhecido sorriso quase fixo, de orelha a orelha, deu lugar a circunspecção. É o que afirma quem o viu em Brasília, após o tête-à-tête com Aécio.
A real prioridade do PSDB
Quando assumiu a presidência do PSDB no Espírito Santo, pelos desígnios de Aécio, Arnaldinho foi incumbido por ele de uma missão: montar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados, a fim de dar ao PSDB um deputado federal. No momento, a “chapa competitiva” não existe.
Arnaldinho quer ser candidato a governador e, oficialmente, é tratado pelo PSDB Nacional como o pré-candidato do partido. Mas a prioridade da legenda no Espírito Santo é eleger um deputado federal.
Bruno Resende pode ir para partido fora da base de Casagrande
Pré-candidato a deputado federal, o médico e deputado estadual Bruno Resende (União Brasil) chegou até a anunciar sua decisão de se filiar ao Podemos, em dezembro passado.
Mas, com a entrada de Serginho Vidigal no Podemos, Bruno admite que está repensando seriamente a decisão. Serginho também é candidato a deputado federal. Os dois teriam de ficar na mesma chapa, que já tem Gilson Daniel. Bruno avalia que, com isso, suas próprias chances diminuem bastante.
O deputado não descarta filiar-se a um partido de fora da base de Casagrande (a exemplo do PSD). “Ainda estou avaliando.”
O pai mais popular
Bruno Resende lembra que seu pai, Zé Carlos Resende, foi prefeito de Mimoso do Sul. Mas admite que não há comparação com a popularidade do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (principal cabo eleitoral do filho, Serginho Vidigal).
“Na disputa de pais, meu pai perde para o da Serra… A disputa não é entre candidatos do hoje… é entre a capacidade de transferência de votos de quem não disputa cargo algum…”, avalia Bruno.
O destino de Guerino Balestrassi
O ex-prefeito de Colatina Guerino Balestrassi é secretário estadual de Recuperação do Rio Doce desde o ano passado. Será candidato a deputado estadual. Hoje, está filiado ao MDB.
Guerino ainda não decidiu o partido pelo qual disputará uma vaga na Assembleia. Pode sair do MDB.
No ano passado, ele e um “bloco de ex-prefeitos” chegou a se articular, para formarem juntos uma chapa no MDB. O bloco incluía, por exemplo, o ex-prefeito de Ibatiba Luciano Pingo. Porém, segundo Guerino, esse bloco se fragmentou. Ou melhor, Guerino se desvinculou do bloco.
Agora vai cada um para um lado, buscando o que for melhor para si. É a política, amigos.
O possível sucessor de Guerino
Na reforma do secretariado no Governo Estadual, decorrente da troca de guarda de Casagrande para Ricardo, um forte cotado para assumir o lugar de Guerino, segundo ele mesmo, na Secretaria de Recuperação do Rio Doce, é Ricardo Ianotti (PSB), um dos seus três subsecretários.
Mazinho oficializado no MDB
Consumando outra mudança antecipada aqui, o deputado estadual Mazinho dos Anjos, ex-PSDB, formalizou sua filiação ao MDB, partido de Ricardo Ferraço. Apoiador de Ricardo, Mazinho é um dos principais deputados da base. Tentará a reeleição para o segundo mandato na Ales.
Gildevan Fernandes em cargo na Assembleia
Na última quarta-feira (18), o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Pinheiros Gildevan Fernandes apareceu num story ao lado de Marcelo Santos (União). No mesmo dia, o presidente da Assembleia o nomeou para o cargo comissionado de “técnico júnior de gabinete de representação parlamentar”.
O cargo é vinculado ao gabinete do próprio Marcelo, como deputado, não ao gabinete da presidência. A expectativa é que Gildevan colabore na campanha de Marcelo a deputado federal em municípios do extremo norte do Espírito Santo.
Torino Marques quer voltar à Assembleia
Também em cargo comissionado na Ales, desde 2023, a convite de Marcelo Santos, o ex-deputado estadual Torino Marques quer tentar voltar para a Casa.
Para isso, pode se filiar ao União Brasil, partido presidido no Estado por Marcelo Santos, com quem tem uma dívida de gratidão.
Eleito deputado estadual pelo antigo PSL, em 2018, como aliado de Carlos Manato, Torino foi candidato a deputado federal em 2022, a pedido de Manato, pelo PTB. Passou longe de se eleger para a Câmara.
Camillo Neves ascende
O vereador Camillo Neves (PP), de Vitória, tem se destacado como potencial novo líder na Câmara de Vitória.
Na próxima eleição da Mesa Diretora da Câmara, ele é um dos apoiadores do colega Dalto Neves (SD) para a presidência. Defende com unhas e dentes que a eleição seja mantida para a primeiraa quinzena de agosto, conforme prevê o Regimento Interno da Casa.
Nos últimos dois dias, chamou a atenção vídeo postado por Camillo em que ele diz que o Regimento Interno deve ser respeitado e que a Câmara não pode se sujeitar a eventuais pressões e interferências externas.
As indiretas de Camillo
Embora diga que não lidera movimento contra ninguém, Camillo deixa nas entrelinhas que a gestão de Pazolini está “testando os limites da Câmara” (isto é, aquilo a que os vereadores aceitam se subordinar):
“Tem coisa que só aparece quando o limite é testado, e é exatamente isso que a gente está vendo agora na Câmara de Vitória. Nos últimos dias, passou a circular a versão de que eu estaria num movimento contra o prefeito, reunindo vereadores da base e da oposição. Isso não corresponde à realidade. O que existe de fato é uma discussão sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara, um processo que tem data, tem rito e está previsto nas regras da Casa”, afirma Camillo.
Camillo também deixa uma crítica implícita a Pazolini
“Quando se tenta mudar esse processo por fora, antecipar a decisão ou influenciar os resultados sem respeitar o Regimento, isso deixa de ser política e passa a ser desrespeito à instituição e ao morador de Vitória, que confiou a representação a nós, vereadores, e isso não se pode aceitar. Não estou defendendo movimento contra ninguém. Eu estou defendendo o cumprimento do Regimento e a autonomia da Câmara. A união de 16 vereadores não é articulação escondida. É uma posição clara em defesa do funcionamento correto da Casa.”
Sob a direção de marqueteiro
O vídeo foi feito sob a direção do marqueteiro Fernando Carreiro, que, entre outras campanhas, já assessorou João Coser (esquerda) e Carlos Manato (direita).
No entanto, colegas de Camillo ouvidos pela coluna afirmam que ele não quer ser candidato à presidência da Câmara de Vitória e que a candidatura de Dalto Neves, com o apoio de Camillo, segue firme, apesar de todas as turbulências recentes.
A princípio, Camillo não é candidato a deputado estadual. Quer completar o atual mandato na Câmara Municipal.
“Dalto em agosto”
O lema do grupo dos 16 é “Dalto em agosto”.