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Caus será candidato. Saiba quem será o novo comandante-geral da PMES

Conheça as pretensões eleitorais do comandante-geral mais longevo da história da PMES, que se despede do cargo no próximo dia 2. Veja também um miniperfil do sucessor de Caus no comando-geral

Escrito por Vitor Vogas

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Coronel Ríodo Lopes Rubim (na foto, ainda como tenente-coronel)
Coronel Ríodo Lopes Rubim (na foto, ainda como tenente-coronel)

O Coronel Douglas Caus será candidato nas eleições deste ano. Por isso, terá de entregar o quepe de comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) até o dia 2 de abril, cumprindo o prazo determinado pela legislação eleitoral. O substituto de Caus já foi escolhido pelo governador Renato Casagrande (PSB). Será o Coronel Ríodo Lopes Rubim, oficial da ativa e atual subcomandante-geral da mesma força de segurança.

O novo chefe da PMES assumirá o cargo no próximo dia 2. A coluna teve acesso a uma circular interna da PMES que já trata especificamente da solenidade de passagem do comando-geral.

Não conseguimos falar com o próprio Coronel Douglas Caus. Ainda pairam dúvidas quanto ao cargo que ele disputará: deputado estadual ou federal. Mais provável, no momento, que ele busque uma vaga na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

Também não está definido o partido pelo qual o coronel tende a disputar um mandato parlamentar, mas é certo que será por uma sigla da base de Casagrande e do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), apoiados por ele. O favorito no momento é o Podemos, partido de centro-direita liderado no Espírito Santo pelo deputado federal Gilson Daniel.

O Podemos apoia Ricardo Ferraço para governador e Casagrande para senador.

À luz da legislação eleitoral, para poderem se candidatar, militares da ativa só precisam se filiar a um partido político durante o período oficial de campanha (a partir de 16 de agosto).

Porém, ao deixar o cargo de comandante-geral, Caus irá para a reserva remunerada. Por isso, aplica-se a ele o mesmo prazo de filiação válido para qualquer civil que queira ser candidato: até o dia 4 de abril, seis meses antes do 1º turno.

Miniperfil do sucessor de Caus

Rubim, só Rubim, é o “nome de guerra” do próximo comandante-geral da PMES, como é conhecido e chamado pelos colegas. Formado pela Academia da PMES, ele ingressou na tropa como aspirante na turma de 1997. Chegou a comandar o 10º Batalhão, em Guarapari, município onde morava.

Como atual subcomandante-geral da PMES, é o nº 2 na hierarquia da corporação, imediatamente abaixo de Caus. Goza da estrita confiança do atual comandante-geral.

A prerrogativa da nomeação foi do governador, mas a opção por Rubim revela que Caus segue prestigiado por Casagrande e que teve voz ativa na escolha. Partiu dele a indicação de Rubim, que comandará a PMES durante o governo de Ricardo Ferraço, a contar de 2 de abril.

O próximo chefe da PMES é descrito por colegas como um oficial de perfil muito discreto – bem mais discreto, por exemplo, que o perfil de Caus. “Você dificilmente o verá na linha de frente de operações”, compara um coronel, sob anonimato.

Nome gravado na história da tropa

O Coronel Caus, assim, encerra um ciclo de praticamente seis anos à frente da PMES. Assumiu o cargo oficialmente no dia 07 de abril de 2020, por nomeação de Casagrande, no governo passado – pouco menos de um mês após o início da pandemia do novo coronavírus. É o comandante-geral mais longevo da história da PMES.

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