Sapucaí

Veja os destaques do 1º dia de desfiles das escolas de samba do RJ

Primeira noite do Carnaval do Rio 2026 reúne homenagens, inovação e exaltação das raízes afro-brasileiras

Desfile da Imperatriz na primeira noite no Rio de Janeiro. Foto: Alexandre Macieira/Riotur
Desfile da Imperatriz na primeira noite no Rio de Janeiro. Foto: Alexandre Macieira/Riotur

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio 2026 destacou a força da cultura afro-brasileira na Marquês de Sapucaí. Imperatriz Leopoldinense e Estação Primeira de Mangueira foram os principais nomes da noite.

Além delas, Acadêmicos de Niterói e Portela também cruzaram a avenida entre domingo (15) e a madrugada de segunda-feira (16). Todas desfilaram dentro do limite de 80 minutos.

Acadêmicos de Niterói

A Acadêmicos de Niterói abriu a primeira noite do Grupo Especial. Fundada em 2018, a escola estreou na elite do carnaval carioca. O enredo homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A narrativa percorreu a infância no Nordeste, a migração para São Paulo e a trajetória sindical até a Presidência.

A comissão de frente levou à Sapucaí uma representação da rampa do Palácio do Planalto. Além disso, atores interpretaram figuras políticas recentes.

Antes do desfile, o enredo foi alvo de ações judiciais. No entanto, a apresentação ocorreu normalmente após aprovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz Leopoldinense apresentou o enredo “Camaleônico”. A escola celebrou a trajetória de Ney Matogrosso na Marquês de Sapucaí.

Um dos destaques foi um lobisomem gigante de 20 metros, inspirado na música “O Vira”. Além disso, a comissão de frente usou efeitos de ilusionismo. As fantasias apostaram em cores vibrantes e penas marcantes. Já a bateria trouxe referências ao disco “Pecado”, de 1977.

A cantora Iza desfilou à frente dos ritmistas com fantasia vermelha e elemento cenográfico.

Portela

A Portela levou à avenida o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará”. A escola homenageou o Príncipe Custódio, referência das religiões de matriz africana no Rio Grande do Sul.

A comissão de frente destacou orixás, com foco em Exu Bará. Além disso, a escola inovou ao utilizar um drone cenográfico sobre a avenida.

O recurso chamou atenção do público nas frisas. Assim, a Águia de Madureira combinou tradição e tecnologia.

Mangueira

A Estação Primeira de Mangueira encerrou a primeira noite. O enredo homenageou Mestre Sacaca, símbolo dos saberes afro-indígenas do Amapá.

A escola apresentou alegorias com referências à Amazônia. Onças cenográficas e elementos rituais marcaram a comissão de frente.

O samba dialogou com o marabaixo, ritmo tradicional amapaense. No entanto, um carro alegórico enfrentou dificuldades na dispersão. Apesar do incidente, a escola concluiu o desfile dentro do tempo máximo.