Fotos da Boa Vista
JOÃO BANANEIRA EM DESTAQUE
Boa Vista aposta no congo, levanta o Sambão e sai sob gritos de “é campeã”
Destaques suspensos, efeitos visuais e surpresas na avenida marcaram o desfile da Independente de Boa Vista, que combinou criatividade e tradição em cada ala e alegoria.
Escrito por Redação em 08 de fevereiro de 2026
Sinal verde para a atual campeã do Carnaval de Vitória! A Independente de Boa Vista levantou o público no Sambão do Povo com uma mistura contagiante de congo e samba, apresentando o enredo “João do Congo – A voz que dança nas folhas da resistência”.

Exaltando o ritmo que é uma das matrizes fundamentais da identidade cultural do Espírito Santo, a escola de Cariacica contou a história de João Bananeira, também conhecido como João Congo, mascarado que se vestia com folhas de bananeira na zona rural de Roda d’Água durante a escravidão, para se misturar às festas dos brancos sem ser reconhecido.

Como era esperado, a escola invadiu o Sambão do Povo com carros luxuosos, alas coreografadas e fantasias coloridas, repletas de detalhes.

Na comissão de frente, a escola lembrou que João Bananeira está intrinsecamente ligado às celebrações religiosas, como o Dia de Nossa Senhora da Penha, misturando a devoção católica com tradições de matriz africana. Uma das surpresas preparadas para a avenida foi um destaque de Nossa Senhora da Penha, que surgia e era elevada em uma casaca, suspensa por um elevador.

O carro abre-alas trouxe a águia, símbolo da escola. Enquanto a bateria agitava o público, o carro emitia sons de águia, ecoando pela avenida.

Mais do que uma manifestação folclórica, o congo foi apresentado como um sistema vivo de memória, fé e resistência, transmitido por gerações e mantido pela prática cotidiana das comunidades. Nascido simbolicamente das folhas de bananeira e da força coletiva da comunidade, João atravessa quilombos, terreiros, bandas de congo e festejos populares.

Com 19 alas, três carros alegóricos e dois tripés, a agremiação proporcionou um verdadeiro espetáculo. Desfilantes animados e com o samba-enredo na ponta da língua deixaram o espetáculo ainda mais bonito. A paradinha da bateria animou as arquibancadas e camarotes.
Sob o comando do mestre Gustavo Mascarenhas, a bateria Águia Furiosa empolgou o público. No carro de som, Emerson Xumbrega conduziu a escola e fez arquibancadas e camarotes cantarem até o último minuto. A despedida veio acompanhada de gritos de “é campeã”. Será que vem ai mais um título?
