Vídeo de anjo à beira de estrada no ES bomba nas redes; qual a história por trás?

Escultura foi instalada há cerca de duas semanas e já tem atraído visitantes interessados em fazer fotos e vídeos em Castelo

Escrito por Redação

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um vídeo que circulou nas redes sociais nos últimos dias colocou uma escultura inusitada no centro das atenções. As imagens, gravadas pelo hair stylist Everaldo Stelzer, mostram um anjo gigante às margens de uma estrada em Castelo, no Sul do Espírito Santo. O registro rapidamente viralizou e já soma cerca de 1,8 milhão de visualizações.

Nas imagens, o anjo parece estar “flutuando” sobre o morro, que fica na avenida Jequitibá, próximo a ponte da Esplanada, o que despertou curiosidade e uma enxurrada de comentários nas redes. Mas afinal, qual a história por trás da escultura?

Geraldine Csajkovics e marido Marcio Rodrigues Andreão

A reportagem do Sim Notícias investigou e descobriu que a obra é uma criação da advogada Geraldine Csajkovics, de 50 anos, e do marido, o marceneiro Marcio Rodrigues Andreão, de 44. A peça foi instalada em frente à propriedade rural onde o casal mora, próxima à área urbana da cidade.

“Eu tenho as ideias, e meu marido faz acontecer. Eu ajudo na execução, mas ele que é o habilidoso”, contou Geraldine.

A advogada conta que antes do anjo, o casal já havia criado outra escultura no local, chamada de “Guardião”. Porém, o visual sombrio da peça acabou assustando quem passava pela região.

 “O povo ficou com muito medo e começou a chamar ele de ‘Anjo da Morte', foi então que pensei em fazer um anjo mesmo”, explicou.

A nova escultura foi instalada há cerca de duas semanas e já tem atraído visitantes interessados em fazer fotos e vídeos — o que acendeu um alerta. Apesar do sucesso, o casal reforça que o ponto não é apropriado para visitação e fica dentro de uma propriedade privada. A escultura fica à beira de um barranco, em uma região muito íngreme, o que pode representar risco.

“Como o pessoal é muito distraído, coloquei uma placa proibindo a entrada. Não posso deixar as pessoas ficarem entrando, porque realmente é perigoso”, disse Geraldine.

Ela também garante que a obra não oferece risco aos motoristas, já que pode ser vista de longe.

Arte com materiais simples

A advogada conta que o anjo foi construído com materiais reaproveitados, como tecidos velhos, cimento branco, pedaços de PVC, tela, além de fibra de vidro e resina, que ajudam na proteção contra sol e chuva.

Segundo Geraldine, a ideia não teve motivação religiosa ou de proteção.

“Foi uma expressão artística. A gente gosta de inventar moda. Para proteção, eu tenho as espadas de São Jorge”, brincou ela.

Nome, apelido e curiosidades

A escultura também ganhou identidade própria. Oficialmente, foi batizada de “Miguel”, em referência ao arcanjo do dia em que foi finalizada — um domingo. Mas entre amigos, o nome “Evelize” acabou pegando, após uma brincadeira durante o vídeo gravado por Everaldo.

“Eu tenho nome e apelido. Então, o anjo pode ter também”, contou Geraldine, aos risos.

“Guardião” virou lenda na região

A primeira escultura criada pelo casal também deu o que falar. Inspirada em imagens vistas na internet, a peça foi interpretada por muitos como um “anjo da morte” e virou alvo de histórias curiosas.

Foto: Geraldine Csajkovics

“Já ouvi de tudo: gente que não dormiu, que voltou no dia seguinte, motoboy que não quis mais entregar aqui, até que ele evitou enchente”, relembrou Geraldine.

Apesar das reações, ela diz que gosta da obra e reforça que o significado depende de quem observa.

Novos projetos à vista?

Empolgados com a repercussão, o casal já pensa em novas criações, como uma fada, além de fontes e oratórios.

“Primeiro a gente vai juntando material, planejando… até que um dia acorda inspirado e faz”, disse a advogada.

Enquanto isso, o anjo segue chamando atenção de quem passa — e provando que, até à beira de uma estrada, a arte pode surpreender.

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