Rota 027
De experiência em aldeia a passeio de escuna: o que fazer em Aracruz
Foto de Danielli Saquetto

Danielli Saquetto

Jornalista de alma nômade, eu, Dani Saquetto, vivo pronta para cair na estrada. Curiosa e apaixonada por descobrir novos caminhos, acredito que o Espírito Santo é um mundo inteiro em um só lugar — e quero provar isso a cada roteiro. O Na Rota 27 é um convite para viver o Espírito Santo por inteiro: da brisa do mar ao frio das montanhas, do café coado à cerveja artesanal, entre trilhas, sabores e histórias que fazem deste estado um destino para todos os gostos — e orgulho de quem vive aqui.

Aracruz não se resume a um destino de praia. No litoral norte do Espírito Santo, o município reúne manguezais preservados, aldeias indígenas, passeios pelo rio e experiências que começam cedo, com a maré baixa, e seguem até o pôr do sol. Em Santa Cruz, um dos pontos mais tradicionais da cidade, o roteiro combina natureza, cultura e boa mesa em um único dia.

Conhecida pela diversidade cultural e ambiental, Aracruz concentra áreas de Mata Atlântica, restingas, manguezais e um litoral de 47 quilômetros com praias de perfis variados. O acesso é simples a partir da Grande Vitória, e a proposta aqui é direta: um roteiro prático para quem quer saber onde ir, o que fazer e como organizar a visita.

Em Santa Cruz, o cenário é de vila litorânea, com ruas tranquilas, igreja histórica e acesso fácil ao rio Piraquê-Açu. A região reúne pousadas, restaurantes e operadores de passeios, além de ser base para explorar manguezais e comunidades tradicionais.

A gastronomia é centrada em frutos do mar, com opções que vão de refeições completas a petiscos à beira da água.

Praia da Balsa e o rio Piraquê-Açu

A Praia da Balsa é um dos pontos mais estratégicos do roteiro. Localizada às margens do rio Piraquê-Açu, a faixa de areia muda de cenário ao longo do dia. Pela manhã, com a maré baixa, surgem bancos de areia que permitem caminhadas dentro do rio.

É também dali que saem os principais passeios:

  • Canoa havaiana e caiaque, com remadas ao nascer ou pôr do sol
  • Passeio de barco, com cerca de duas horas pelo rio
  • Paradas na Ilha das Garças e áreas de mangue

O percurso passa pela Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal Piraquê-Açu e Piraquê-Mirim, área com cerca de 2.080 hectares habitada por comunidades indígenas, pescadores e catadores de caranguejo.

Aldeia Indígena Temática Tekoá Mirim

Aldeia Temática Tekoa mirim
Aldeia Temática Tekoa mirim. Foto: Reprodução/Instagram

A visita à aldeia Tekoá Mirim integra o roteiro de quem busca etnoturismo. A experiência inclui contato com a cultura guarani, venda de artesanato e atividades guiadas.

O acesso é feito por agendamento prévio, geralmente em grupos a partir de 15 pessoas. Há opções de incluir o deslocamento por barco ou caiaque, saindo da região de Santa Cruz.

Passeio de escuna pelo manguezal

Passeio de escuna
Passeio de escuna da Jubarte. Foto: Reprodução/Instagram

Outra forma de explorar o rio é a escuna Jubarte, que realiza passeios pelo Piraquê-Açu. O trajeto destaca a paisagem de manguezal, com observação de aves e vegetação nativa.

O passeio custa, em média, R$ 70 por pessoa e parte da região central de Santa Cruz. A navegação é tranquila, com foco na contemplação da paisagem.

Para aventureiros: trilha do Monte Serrat

Monte Serrat em Aracruz

Para quem quer sair do roteiro do litoral, o Monte Serrat é uma opção de trilha com vista panorâmica da região. Localizado em Taquaral, a cerca de 10 quilômetros do centro de Aracruz, o acesso começa de carro pela rodovia ES-124, no sentido da BR-101. O trajeto leva até um ponto com estacionamento ao pé do morro, com cerca de 30 minutos de deslocamento desde a sede.

A partir dali, a caminhada segue por uma trilha aberta e bem marcada, com aproximadamente 1,5 km de extensão. O percurso inclui trechos com escadarias de pedra, áreas arborizadas e pontos com bicas de água potável. A subida é considerada de leve a moderada, mas tem trechos íngremes.

O tempo médio de subida varia entre 1h e 2h, dependendo do ritmo e das paradas. No topo, a cerca de 800 metros de altitude, está a igrejinha construída em 1931, conhecida como Igreja de Monte Serrat, um dos marcos do turismo religioso local.

O visual é um dos principais atrativos. Do alto, é possível observar a cidade, áreas de vegetação e parte do litoral. O local é bastante procurado para assistir ao nascer e ao pôr do sol. A caminhada em si faz parte da experiência, com trechos que convidam a pausas para contemplação da paisagem.

Onde comer em Santa Cruz

Travessia Beach Bar em Aracruz
Travessia Beach Bar em Aracruz. Foto: Reprodução/Instagram

Travessia Beach Bar funciona de quarta-feira (11) a domingo (15), com horários entre 10h e 23h. O espaço tem três ambientes, clima informal, playground e aceita animais. Serve petiscos, refeições e drinks.

Mocambo Restaurante tem foco em frutos do mar e funciona de segunda-feira (9) a sábado (14), das 11h às 21h, e domingo (15), das 11h às 16h. A proposta é almoço com vista para o mar.

Hospedagem e experiências: Vila Nôra Flats

Flat Golfinho da Vila Nôra Flats, em Aracruz

A Vila Nôra Flats oferece acomodações com mini cozinha, piscina e café da manhã servido no quarto ou em sala própria.

Além da hospedagem, o espaço investe em turismo de experiência:

  • Meliponário, com visita guiada sobre abelhas sem ferrão
  • Atividades como canoa havaiana, trilhas de bike e stand up
  • Valores: R$ 20 para hóspedes e R$ 35 para visitantes no meliponário

Praias de Aracruz

O litoral de Aracruz se estende por 47 km, com praias de águas calmas e áreas para esportes. Entre os principais pontos estão Praia de Santa Cruz, Praia Formosa, Praia dos Padres, Praia do Sauê e Praia das Conchas.

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