O Espírito Santo vive um momento singular de maturidade institucional. Nos últimos anos, a Assembleia Legislativa passou por uma transformação profunda e não apenas administrativa, mas de propósito. Deixamos para trás um passado marcado por disputas de poder e instabilidade, e construímos uma Casa que hoje inspira confiança, promove transparência e atua de forma estrutural na vida dos capixabas.
A mudança não foi espontânea. Foi resultado de um conjunto de escolhas com uso de tecnologia, diálogo permanente com a sociedade, trabalho técnico e criação de políticas públicas que respondem às necessidades do Estado e transparência, muita transparência.
A Assembleia de hoje não se limita a legislar e fiscalizar. Ela colabora, propõe, executa e, sobretudo, aproxima o Parlamento da população. A transparência é talvez a marca mais visível dessa virada. Hoje, o cidadão conhece cada voto, cada gasto, cada discurso e cada projeto apresentado. É possível acompanhar em tempo real o que a Casa faz e, mais do que isso, cobrar resultados.
Essa abertura radical não é apenas uma prestação de contas, mas sim um instrumento de cidadania e um novo patamar de confiança entre o poder público e a sociedade.
Mas a mudança vai além da transparência. A Assembleia também passou a revisitar seu próprio arcabouço legal. O programa Revisa Ales eliminou mais de oito mil normas e leis defasadas que geravam insegurança jurídica, especialmente para quem investe e produz. Modernizar leis não é um gesto burocrático. É um gesto de responsabilidade com o ambiente de negócios e com a geração de empregos.
Ao mesmo tempo, a Casa investiu na formação de cidadãos críticos por meio da Escola de Formação Política, entendendo que um Parlamento forte depende também de uma sociedade forte. Formar mais de 300 jovens para a vida democrática é preparar o futuro do Espírito Santo.
Entre os projetos estruturantes que simbolizam essa nova fase, nenhum expressa tanto a vocação transformadora do Parlamento quanto o Arranjos Produtivos. Criado dentro da Assembleia, o projeto se tornou uma verdadeira política pública voltada à agricultura familiar que é responsável por 75% das propriedades rurais do Estado.
Mais do que distribuir mudas, que já são mais de 2 milhões, estamos beneficiando mais de 25 mil agricultores com esse projeto que leva conhecimento técnico, consultoria, regularização e dignidade ao homem e à mulher do campo.
Em apenas dois anos, atingiu 27 municípios, auxiliou na organização de mais de 60 agroindústrias e se tornou referência nacional ao vencer o Prêmio Assembleia Cidadã, da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale).
Essa conquista mostra que um Parlamento pode e, deve ser instrumento de desenvolvimento. Quando o Legislativo olha para a realidade da população, escuta quem está na ponta e age com responsabilidade, ele ajuda a construir políticas públicas que permanecem para além dos mandatos.
A Assembleia que o Espírito Santo tem hoje é uma Casa colaborativa. Trabalha com os demais poderes em harmonia, sem submissão, e com firmeza institucional. E trabalha com os municípios, com o setor produtivo e com a sociedade civil para gerar oportunidades e melhorar a vida das pessoas.
O Estado mudou e a Assembleia mudou junto. Mudou para ser útil, moderna, transparente e presente. Mudou para ser, ao mesmo tempo, guardiã da democracia e parceira do desenvolvimento.
Se a política brasileira enfrenta desafios de radicalização, estagnação e disputas inconclusivas, o Espírito Santo mostra que existe outro com responsabilidade, técnica, escuta ativa e construção coletiva.
É esse caminho que temos escolhido trilhar todos os dias. E é esse caminho que tem permitido ao Espírito Santo seguir crescendo com estabilidade, inovação e esperança.





