A Cooperativa dos Produtores de Gengibre da Região Serrana do Espírito Santo (Coopginger) fechou 2025 com uma produção recorde. Em sua Assembleia Geral Ordinária, realizada na última segunda-feira, a cooperativa com sede em Santa Leopoldina apresentou os números para seus cooperados e destacou que fechou o ano com 167 containers – com 20 toneladas de gengibre cada – enviados para diversas partes do mundo. O faturamento chegou a R$ 24 milhões, e poderia ter sido ainda maior se o cenário internacional estivesse mais favorável.
“Lá fora, os preços estavam mais baixos. Por isso, o faturamento não foi tão grande quanto o aumento da nossa produção. Para se ter uma ideia, em 2023 produzimos 22 containers. Em 2024, nós produzimos 76 containers, e em 2025 nós chegamos a 167 containers. Um crescimento na produção de mais de 120%. Já o nosso faturamento cresceu cerca de 80% em 2025 comparado com 2024. Mas, se os preços no ano passado estivessem como em 2024 a gente teria chegado a quase R$ 40 milhões de faturamento”, destacou a presidente da Coopginer Leonarda Plaster.
A política de taxação adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos produtos de outros países gerou um efeito em cascata que afetou o preço do gengibre capixaba. “Ano passado foi bem difícil. Tivemos a taxação do Trump e com isso muito gengibre foi para a Europa. Isso sobrecarregou o mercado e fez com que os preços baixassem muito. O clima, tanto no Brasil como lá fora, também foi desfavorável. No exterior, o inverno foi mais brando e só chegou mesmo no finalzinho do ano. Isso diminuiu o consumo”, explicou a presidente.
O número de cooperados da Coopginger também cresceu. De 114 em 2024 para 204 agora, neste início de 2026. A cooperativa também se prepara para inaugurar a sua filial, na comunidade de Califórnia em Domingos Martins. “ Temos uma parceria com a prefeitura de Domingos Martins e com a Paróquia de Califórnia e, acredito que no início da safra deste ano, já teremos a nossa filial funcionando”, destacou Leonarda que disse também que em breve um galpão será construído na comunidade.
A Coopginger começa 2026 com boas expectativas de crescimento. Mas, a presidente garante que o foco da cooperativa é seguir investindo na qualidade que fez o gengibre capixaba ser reconhecido e admirado nos mercados mais exigentes do planeta.
“Com o aumento no número de cooperados, devemos produzir ainda mais nesse ano. E o nosso foco será sempre na qualidade. Esse sempre foi o nosso objetivo principal. A cooperativa já é reconhecida lá fora como referência em qualidade de gengibre, então, em 2026 vamos prezar ainda mais por isso”, finalizou Leonarda.





