
- 2013: 3,7 mil
- 2023: 11,2 mil

Menos casamentos
O levantamento do IBGE revela também que houve 929,6 mil casamentos entre pessoas de sexos diferentes em 2023. Somando com os homoafetivos, o Brasil chega à marca de 940,8 mil casamentos, redução de 3% na comparação com 2022. Esse patamar faz o país voltar à tendência de queda no número de uniões civis. Em 2015, foram 1,137 milhão, quantidade que foi se reduzindo até 1,025 milhão em 2019. Em 2020, ano impactado pela pandemia de covid-19, que forçou o isolamento social, foram 757 mil. O número voltou a subir em 2021 e 2022, para, novamente, regredir em 2022.| EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CASAMENTOS NO BRASIL | |
| 2015 | 1,137 milhão |
| 2019 | 1,025 milhão |
| 2020 | 757 mil |
| 2021 | 932,5 mil |
| 2022 | 970 mil |
| 2023 | 940,8 mil |

“Não é mais uma exigência das famílias, da sociedade, que a pessoa seja casada no civil. A pessoa tem mais liberdade para decidir se quer casar, se quer uma união estável – seja em cartório, seja de forma informal. Muitas vezes, o casamento é acompanhado de despesas, então as pessoas, às vezes, não querem assumir essas despesas”, completa Klivia.Uma decisão do STF de 2017 determinou que a união estável e o casamento possuem o mesmo valor jurídico em termos de direito sucessório, tendo o companheiro os mesmos direitos a heranças que o cônjuge (pessoa casada). Uma diferença é que a união estável não altera o estado civil, a pessoa continua solteira, divorciada, viúva, por exemplo.
Idade
Em 2023, a idade média dos cônjuges solteiros que se casaram com pessoas do sexo oposto era de 29,2 anos para mulheres e 31,5 anos para os homens. Ao observar os casais de mesmo sexo, a idade média era de 34,7 anos entre homens e 32,7 entre mulheres. O IBGE identificou que os brasileiros estão se casando mais velhos. Ao analisar os casamentos entre pessoas de sexo diferente, foi revelado que:- Em 2003, 13% dos casamentos tinham cônjuge homem com 40 anos ou mais;
- Em 2023, eram 31,3%.
- Em 2003, 8,2% dos casamentos tinham cônjuge mulher com 40 anos ou mais;
- Em 2023, eram 25,1%.
- Em 2003, 86,9% dos registros eram como ambos solteiros. Em 2023, essa marca caiu para 68,7%.
- Em 2003, 12,9% dos registros eram com pelo menos um dos cônjuges divorciado ou viúvo. Em 2023, essa marca caiu para 31,1%.
Divórcios
A Pesquisa Estatísticas do Registro Civil revela que em 2023, o Brasil teve 440,8 mil divórcios, sendo 81% deles judiciais (360,8 mil) e 18,2% extrajudiciais (79,6 mil). O total de dissoluções cresceu 4,9% ante 2022, quando foram registrados 420 mil divórcios.| EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE DIVÓRCIOS NO BRASIL | |
| 2009 | 174,7 mil |
| 2010 | 239 mil |
| 2011 | 347,6 mil |
| 2018 | 385,2 mil |
| 2022 | 420 mil |
| 2023 | 440,8 mil |
- 2016: 2,4
- 2019: 2,5 (último ano antes da pandemia)
- 2020: 2,1
- 2021: 2,5
- 2022: 2,8
- 2023: 2,8
“Desde 2010, existe uma facilidade, se você quer se divorciar, não precisa se separar, ter um processo de separação de um ou dois anos para depois pedir o divórcio”, contextualiza. “A legislação acompanhou a mudança dos valores da sociedade”, completa.“Também as pessoas estão, talvez, menos presas a questões sociais. Hoje você aceita normalmente. Uma pessoa quer se divorciar, se divorcia”, conclui a pesquisadora. Os homens se divorciaram em idades mais avançadas que as mulheres. Enquanto eles tinham, em média, 44,3 anos no momento da dissolução, elas tinham 41,4 anos. A pesquisa mostra que os casamentos brasileiros estão durando menos. Em 2010, o período médio entre as datas do casamento e do divórcio era de 15,9 anos. Em 2023, o tempo caiu para 13,8 anos.

- 46,3% tinham somente filhos menores
- 29,9% sem filhos
- 16,1% tinham somente filhos maiores
- 7% tinham filhos maiores e menores
- 0,7% sem informação de filhos
- guarda materna: em 2014, respondia por 85,1% dos casos. Em 2023, por 45,5%
- guarda compartilhada: em 2014, respondia por 7,5% dos casos. Em 2023, por 42,3%
- guarda paterna: em 2014, respondia por 5,5% dos casos. Em 2023, por 3,3%
