
“Eu ajudava a lançar um projeto de conservação ambiental e os resultados das campanhas eram muito melhores do que as que não tinham fotografias da natureza. As imagens impactantes chamavam mais a atenção para a causa do meio ambiente”, conta o fotógrafo.
Em meados de 2005, Leonardo estava no Parque Estadual Paulo César Vinha, em Guarapari, em uma de suas empreitadas para registrar as belezas da fauna e da flora. Foi quando teve uma ideia para conscientizar a população sobre a necessidade de uma relação mais harmônica entre as pessoas e o meio ambiente. Nascia, assim, o Instituto Últimos Refúgios, uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua na área ambiental e cultural relacionada à conservação de espécies e ambientes.
“Eu estava escondido dentro de uma barraca para esperar os animais aparecerem e fazer os registros. Quando vi o bichinho passar, senti muita empatia. Percebi que naquele parque ele conseguia sobreviver mesmo com a natureza tão ameaçada. Na hora pensei que se o local fosse destruído, ele perderia seu último refúgio. Disso surgiu a inspiração de nome para um projeto que protegesse os últimos refúgios de tantas outras espécies”, relembra Leonardo.
Ao longo desses 20 anos de carreira, Leonardo Merçon participou de diversas expedições científicas no Espírito Santo e no Brasil, viajou para diversos países da América, África e Europa, e realizou estudos na área ambiental / cultural. Com a dissertação “Imagens que mudam o mundo”, se tornou mestre em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável pela Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS) do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE). Em 2022, foi homenageado com a Comenda “Augusto Ruschi”, que reconheceu os relevantes trabalhos desenvolvidos em defesa do meio ambiente no Espírito Santo.
Seu currículo conta também com dezenas de livros impressos e documentários em vídeo e trabalhos realizados para mídias nacionais e internacionais, como a BBC de Londres, a National Geographic Brasil, dentre outras. Em 2015, foi um dos palestrantes do TEDx Vitória.
Para Leonardo, a fotografia, assim como os vídeos, e a arte de forma geral, sempre tiveram o papel de inspirar pessoas e promover mudanças sociais. “As imagens são usadas para passar mensagens desde a época das cavernas. A foto é uma ferramenta muito utilizada em matérias nos jornais e nos produtos culturais, como exposições, livros e documentários. Gosto muito de fazer arte com inspiração na natureza, de fazer cultura. A fotografia de natureza não é um trabalho, é minha vida. É o propósito que encontrei. Espero fotografar para sempre”, afirma, emocionado.


