
Até agora, o governo vinha fazendo vista grossa para o acúmulo de superpoderes, mas entendeu que assim já é demais… É ficar “refém” demais dos arbítrios do presidente da Mesa, em todas as votações mais importantes.
Nos diálogos com Marcelo Santos sobre sua recondução à presidência, o governador colocou essa carta na mesa. E Marcelo concordou em ceder nesse ponto. Após ser reeleito no próximo dia 3, o presidente apresentará novo projeto de resolução revogando essa mudança no Regimento Interno.
Já no que se refere a outros pontos, como a perda de prerrogativas e poderes dos outros membros da Mesa, Marcelo não dará nenhuma passo atrás.
Uma superconcentração de poderes nas mãos do presidente da Assembleia é algo perigoso politicamente para o Poder Executivo. Marcelo, por exemplo, é aliado do governo Casagrande. Mas e se o presidente fosse um adversário? Pior: e se sentar na cadeira um presidente sem respeito à coisa pública?