Segurança
Espírito Santo tem média de 65 celulares roubados por dia
Escrito por Mariana Cicilioti em 07 de março de 2024
Todos os dias criminosos roubam, em média, 65 celulares em todo o Espírito Santo. No ano passado, somente entre os municípios da Grande Vitória, 40 ocorrências do tipo foram registradas. Os dados da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp) mostram o desafio que as autoridades têm para inibir esse tipo de crime.
A Serra é o município com o maior número de casos. Em 2024, nos meses de janeiro e fevereiro, 800 aparelhos foram roubados na cidade, uma média de 13 por dia.
Segundo a polícia, os celulares são objetos de desejo dos ladrões porque depois roubados são facilmente trocados ou revendidos. “O aparelho celular é de fácil negociação, principalmente quando se trata de usuários de drogas. Eles cometem esse tipo de crime e trocam na boca de fumo ou vendem. Muitas vezes também eles vendem os celulares através de sites de vendas”, explica delegado Josafá da Silva.
A maior parte desses crimes registrados no estado, 56,24%, ocorrem nas ruas. Por isso é preciso ficar alerta para não ser alvo fácil dos criminosos.
“Os criminosos tem mais preferência as mulheres, porque eles acham que elas não vão resistir a uma abordagem. Eu aconselho as pessoas a não usar o celular toda hora, só em casos de emergência, na rua ou no transporte coletivo, usar apenas quando for necessário para evitar esse tipo de abordagem”, pontua o delegado.
Boletim de ocorrência e proteção de dados
Em números absolutos, foram 26.650 aparelhos roubados no ano passado no Espírito Santo. Esse número, segundo a polícia, pode ser ainda maior por conta da subnotificação, pois muita gente não faz o boletim de ocorrência.
De acordo com o delegado, o registro do boletim de ocorrência é importante para que a polícia fique sabendo do roubo e possa investigar os casos. Além disso, em caso de recuperação do celular, é possível identificar o dono atrás do número Imei (Identificação Internacional de Equipamento Móvel). Por ele, a pessoa consegue bloquear o aparelho ou provar, caso precise que o celular pertence a ela. O número geralmente está disponível na caixa em que o celular veio da loja, na nota fiscal, mas também pode ser acessado digitando *#06#.
“O Imei é como se fosse um ‘chassi’, fazendo a comparação com o carro, é um número que vai ficar durante toda a vida útil desse celular. Se a pessoa não fornecer esse número durante o registro da ocorrência a gente não tem como localizar. Mesmo que o aparelho seja recuperado, numa ação da Polícia Civil ou Militar, a gente não tem como identificar o proprietário porque ele não citou o número do Imei. Esse é um grande gargalo, porque a polícia recupera muitos aparelhos, mas fica sem ter como identificar a vítima. Então a pessoa tem que anotar esse número e em caso de ocorrência e fornecer esses dados para a polícia”, destaca Josafá da Silva.
Comprar celular roubado também é crime
A polícia também faz o alerta para quem compra um celular de procedência duvidosa. “Se o aparelho não tiver nota fiscal eu aconselho que a pessoa não compre, pois ela pode responder pelo crime de receptação”, finaliza o delegado.