
Um homem suspeito de movimentar mais de R$ 115 milhões em um esquema de estelionato é procurado pela polícia no Espírito Santo. Segundo a investigação, Tarlan Moura Lyra, de 40 anos, morador do bairro Jardim Camburi, em Vitória, é alvo de um mandado de prisão preventiva por envolvimento em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
De acordo com a decisão judicial, Tarlan teria captado valores de vítimas com a falsa promessa de investimentos, principalmente ligados a produtos da marca Apple. As apurações apontam que o suspeito estruturou um esquema considerado complexo para ocultar a origem do dinheiro, utilizando plataformas de apostas esportivas, conhecidas como “bets”, além de realizar depósitos fracionados — prática conhecida como smurfing — para dificultar o rastreamento pelo sistema financeiro.
Ainda segundo o mandado, mesmo já inadimplente com algumas vítimas, o investigado continuou solicitando novos aportes financeiros.
Outro ponto destacado no processo é o risco de fuga. Relatos das vítimas indicam que o suspeito “sumiu” e estaria em local desconhecido. Uma testemunha afirmou à polícia que Tarlan estaria providenciando documentos para deixar o país. Diante da movimentação milionária e da facilidade de transferir ativos digitais, o Judiciário considerou que medidas alternativas à prisão seriam insuficientes.
Com base nesses argumentos, a Justiça decretou a prisão preventiva de Tarlan Moura Lyra para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. O mandado de prisão tem validade até 2038 e foi inserido no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).
Polícia não localiza suspeito
Na tarde desta quinta-feira (22), policiais militares foram até um apartamento em Jardim Camburi para cumprir o mandado. No local, os agentes foram recebidos pelos pais do suspeito, que informaram que o filho teria se mudado para São Paulo, sem detalhar o endereço atual.
A mãe autorizou a entrada dos policiais no imóvel. Em um quarto que seria usado por Tarlan antes da mudança, foi encontrada uma pistola de pressão calibre 4,5 mm. Como não havia nota fiscal e a arma apresentava alterações em relação às características originais do fabricante, o material foi apreendido e encaminhado à 1ª Delegacia Regional.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa). Até o momento, cerca de quatro ou cinco vítimas procuraram a delegacia para registrar ocorrência.
Segundo a corporação, novas informações não serão divulgadas neste momento para não comprometer o andamento das investigações.





