Um cachorro da raça Doberman, vítima de maus-tratos e abandono extremo, foi resgatado nesta quarta-feira (7) em Marataízes, no Sul do Espírito Santo. A ação foi realizada por uma força-tarefa que reuniu a CPI de Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), a Polícia Civil, a Guarda Municipal e a Secretaria de Meio Ambiente.
O caso aconteceu na localidade de Guafuna. No imóvel, as equipes constataram que outro animal já havia morrido por causa da negligência do tutor. O Doberman sobrevivente foi encontrado com sinais claros de subalimentação e bastante debilitado.
A presidente da CPI de Maus-Tratos aos Animais, deputada estadual Janete de Sá (PSB), lamentou a morte do primeiro animal e afirmou que o responsável será punido. “Devido à negligência do tutor, um dos animais de raça indefinida não conseguiu alcançar a nossa ajuda e faleceu. Nós vamos atrás, nós vamos para cima do tutor, para que ele responda na justiça por este crime covarde e cruel contra esses animais, o crime de abandono”, declarou.
Denúncias ajudaram resgatar animal
A operação começou após uma denúncia enviada ao gabinete da deputada. Segundo as investigações iniciais, o tutor teria abandonado a casa em fevereiro de 2025, deixando os animais sem cuidados.
O delegado titular da Delegacia de Polícia de Marataízes, Thiago Viana, explicou como a ação foi realizada. “Após recebermos uma denúncia da CPI dos maus-tratos em animais, vindo do gabinete da deputada Janete de Sá, nossos policiais foram com a fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente ao constatarem que realmente havia um animal em situação de maus-tratos. O animal foi recolhido e entregue a um depositário”, disse.
De acordo com o delegado, o trabalho segue em andamento. “O proprietário da casa não estava no local e nós fizemos a intimação a uma companheira dele para que ele comparecesse e explicasse os fatos. Seguimos trabalhando em conjunto com a CPI para liberar todo esse tipo de ocorrência vinculada a maus-tratos no nosso município”.
O cão resgatado foi levado para atendimento veterinário e passará por exames que vão servir como laudo para a investigação. Um vizinho, que tentava alimentar o animal de forma improvisada, foi identificado como testemunha e deverá prestar depoimento.
O tutor poderá responder com base na Lei 14.064/2020, que prevê pena de 2 a 5 anos de prisão para crimes de maus-tratos contra cães e gatos.





