Operação resulta em 29 denunciados ligados ao PCV no ES

MPES apresentou denúncias após apreensões e prisões em bairros estratégicos de Vitória

Por Redação
Foto: PCES

A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu uma investigação que durou cerca de dois anos e teve como alvo o núcleo da facção PCV, que opera no Bairro da Penha, em Vitória. A Operação Octopus, conduzida pelo Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), detalhou a estrutura hierárquica do grupo criminoso.

Ao longo da ação, nove pessoas foram presas e 40 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em bairros considerados estratégicos para a atuação da facção: Bonfim, Bairro da Penha, Consolação e São Benedito. Os policiais apreenderam rádios comunicadores, celulares e quantias em dinheiro que, segundo as investigações, eram utilizadas no tráfico de drogas.

O delegado do Ciat, Jameson Amaral, explicou que a operação teve como foco indivíduos que exerciam funções de gerência em pontos de venda de drogas.

“A operação teve como alvos indivíduos que atuavam como gerentes do tráfico nos pontos de venda. O gerente é aquele que organiza o ponto de venda de drogas: trabalha na logística, no abastecimento e é um membro da facção com certa importância, pois tem contato tanto com o material quanto com o dinheiro oriundo do tráfico.

Outras funções que identificamos são as de contenção, exercidas por indivíduos que têm disposição para atuar como braços armados da facção, seja para confrontar a polícia, seja para enfrentar grupos rivais”, explicou.

Com base no material reunido durante a investigação, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) denunciou 29 pessoas por organização criminosa. Dessas, 11 tiveram a prisão preventiva decretada. Oito foram detidas no bairro da Penha, enquanto outro investigado foi localizado em Manhuaçu, Minas Gerais.

As outras 18 pessoas denunciadas seguem respondendo ao processo em liberdade.

Veja a estrutura da facção identificada na Operação Octopus:

Líder

  • Yuri de Andrade Bento, 27 anos, vulgos “Jamaica”, “J” ou “Brother”. Considerado o “herdeiro” do tráfico de drogas no bairro da Penha. Foi preso em 08/02/2024.

Gerentes

  • Wanderson Maciel dos Santos, 33 anos, vulgos “WS”, “Baiano” ou “Coquinho”. Atuava como braço direito de Yuri na gestão do tráfico.

  • João Manoel Xavier Fraga, 30 anos.

  • Karoline Dias do Espírito Santo, 29 anos.

Função de contenção

  • Pedro Henrique de Jesus Santos, 28 anos, vulgos “PH” ou “Mancha PH”. Responsável por atuar como braço armado da facção.

Abastecimento

  • Igor Santos de Souza, 23 anos, vulgo “Zóio”.

  • Leonardo Catarino Fraga, 27 anos, vulgo “Léo Boy”.

Dois investigados continuam foragidos: Wellington Cláudio Bandeira e Deilto Souza dos Santos.

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