Nacional
Rio: Miliciano Zinho se entrega e é levado para presídio de segurança máxima
Escrito por Bartolomeu Boeno em 25 de dezembro de 2023
O miliciano Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho – considerado pelas forças de segurança o inimigo número 1 do Rio de Janeiro -, foi levado para o presídio de segurança máxima Bangu 1, no Complexo de Gericinó, na zona oeste da capital, nesta segunda-feira (25).
Zinho se entregou na sede da Polícia Federal, na tarde deste domingo (24), véspera de Natal, após negociação de seus advogados.
O criminoso é acusado de chefiar a maior milícia do estado, que tem forte atuação na zona oeste do Rio de Janeiro.Contra ele havia 12 mandados de prisão em aberto.
Zinho assumiu a liderança do grupo criminoso após a morte do irmão Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, em 2021, durante uma operação da Polícia Civil. Recentemente, a caça a Zinho foi intensificada por causa do maior ataque a ônibus já registrado na cidade do Rio de Janeiro.
De acordo com as investigações, o crime foi uma represália à morte do sobrinho dele, conhecido como Faustão, durante uma operação em outubro deste ano. Na semana passada, o nome de Zinho voltou ao noticiário quando uma investigação da Polícia Federal mostrou uma ligação entre o grupo dele e a deputada estadual Lucinha.
A parlamentar seria chamada de “madrinha” pelos milicianos em trocas de mensagem e teria atuado com a sua assessoria para atender aos interesses da milícia.
No início da noite, a polícia apresentou armas e munições apreendidas da milícia de Zinho na ação que terminou com a morte do criminoso conhecido como Faustão.
Mais de 30 ônibus foram incendiados em diversos pontos da zona oeste do Rio de Janeiro, incluindo cinco articulados do BRT, na segunda-feira, em um ataque que teria sido orquestrado pela maior milícia da região
A ação criminosa foi registrada após a morte de Matheus Rezende, conhecido como Faustão, atingido em uma operação da Polícia Civil na comunidade Três Pontes, em Santa Cruz
Segundo a polícia, Matheus é apontado como o segundo homem na hierarquia da milícia na região. Ele é sobrinho do miliciano Zinho, um dos criminosos mais procurados do estado. Além do caos nos transportes, vias importantes foram afetadas, o que prejudicou a volta para casa dos cariocas. A cidade do Rio entrou em estágio de atenção, às 18h40, em razão da mobilidade comprometida
Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes confirmou que o serviço precisou ser interrompido na zona oeste: ‘Quem paga é o povo trabalhador’, escreveu. Uma composição de trem também foi atacada em Santa Cruz, na zona oeste, depois que o maquinista foi rendido e obrigado a descer do veículo.
O governador Cláudio Castro confirmou a prisão, por atos terroristas, de 12 suspeitos de atear fogo em coletivos e disse que todo o efetivo policial foi às ruas para restabelecer a ordem.
O governador comemorou a prisão de Zinho, dizendo que “essa é mais que uma vitória das polícias e do plano de segurança, mas da sociedade”. O chefe do Executivo fluminense também disse que o êxito de operações como essa na desarticulação do crime organizado mostra que o estado está no caminho certo.
Nas redes sociais, o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, também se manifestou sobre a prisão: “Parabéns à Polícia Federal. É trabalho, trabalho e trabalho!”.