Intoxicação por metanol: um caso segue em investigação no ES

Após 12 notificações, apenas um caso de possível intoxicação por metanol segue sob análise

Escrito por Redação

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Foto: Freepik

A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) atualizou, na noite desta terça-feira (7), o número de casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado. Até o momento, foram registradas 12 notificações após consumo de bebida alcoólica, mas nenhuma foi confirmada.

De acordo com a Sesa, os casos suspeitos foram registrados nos municípios de Guaçuí, Serra, Viana, Vila Velha, Cariacica, Marataízes, Vitória e Colatina. Desses, 11 já foram descartados após exames clínicos, e apenas um segue em investigação. O paciente está sendo monitorado no município de Colatina.

A secretaria informou que qualquer caso suspeito é notificado assim que o paciente dá entrada em unidades de saúde, públicas ou privadas. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, caso os exames clínicos descartem intoxicação por metanol, o paciente deve permanecer em observação por pelo menos 24 horas no local onde foi atendido.

Sintomas

Em suspeita de quaisquer sintomas como tontura, náusea, vômitos, visão embaçada, dificuldade de respirar após a ingestão de bebidas alcoólicas, procure o serviço de saúde de urgência como Pronto-Atendimento(PA) ou Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) mais próximo e siga as orientações dos profissionais de saúde.

A população pode se informar ainda com a equipe do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Espírito Santo (CIATox-ES), que está disponível 24 horas por dia, todos dos dias, com ligação gratuita para o número 0800 283 9904.

Cuidados

“A intoxicação por metanol pode levar à cegueira permanente e até ao óbito”, alerta a médica toxicologista Rinara Angélica de Andrade Machado.

Ela ressalta alguns cuidados para prevenir a intoxicação pela substância, entre elas, não consumir bebidas de origem duvidosa (sem rótulo, sem registro ou vendidas em locais informais); comprar bebidas somente em estabelecimentos confiáveis e exigir nota fiscal; verificar o rótulo e o lacre da embalagem (não consumir se houver sinais de violação ou adulteração); evitar o consumo de bebidas artesanais sem procedência comprovada (como destilados caseiros não fiscalizados); adquirir bebidas apenas de fabricantes legalizados e com selo fiscal; e manter atenção em festas ou eventos informais, onde bebidas adulteradas podem ser oferecidas.

“Em caso de suspeita de intoxicação, a pessoa deve procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo e, se possível, levar a embalagem ou amostra da substância ou bebida ingerida”, orientou a médica toxicologista.

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