Segurança

Prejuízo de R$ 500 mil: investigados por roubo de joias são presos em Cachoeiro

A Polícia Civil de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, deflagrou a “Operação Condessa” para investigar o caso de roubo cometido contra uma joalheria da cidade no último dia 17 de julho. Segundo as investigações, o crime foi cometido por uma quadrilha especializada, composta tanto por suspeitos do Espírito Santo quanto do Rio de Janeiro. O prejuízo da loja foi de aproximadamente R$ 500 mil.

No total, seis pessoas estão sob investigação, todas com suas prisões decretadas, sendo que cinco delas já estão presas. As prisões foram efetivadas por volta das 6h, desta quarta-feira (2), nos Bairros Aquidaban, Alto Novo Parque, Alto Independência e no distrito de Soturno.

O nome da “Operação” remete à Condessa de Barral que protagonizou o célebre caso do “Escândalo das Joias”, episódio ocorrido na segunda metade do século XIX, quando joias pertencentes à Imperatriz Tereza Cristina foram subtraídas, fato que abalou todo o Império, causando indignação até mesmo com a corrupção do Poder Judiciário da época, culminando na evidente impunidade dos acusados pelo crime, o que motivou periodistas e literatos a iniciarem, por meio da imprensa da Corte, uma grande campanha contra a monarquia brasileira.

Diante do escândalo jornais republicanos passaram a dar alarde ao caso amoroso entre o Imperador e a Condessa de Barral – nascida em 1816 na Bahia, de nome Luísa Margarida de Barros Portugal, descendente de senhores de engenho do Brasil colonial, que após estudar na Europa, casou-se com um nobre francês e passou a integrar a corte do Rei Luís Filipe I. Voltou ao Brasil em 1856 com a missão de educar as princesas imperiais, mas acabou se apaixonando por Dom Pedro II. Até hoje, a Condessa do Barral é considerada como o grande amor do Imperador.