O Espírito Santo já registrou 387 casos de Febre Oropouche, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Assim como a dengue, ela é transmitida por um mosquito, mas neste caso é o ‘maruim', que já existia no estado, mas não era o transmissor até este ano, quando a doença chegou por aqui. Os municípios com maior número de casos da doença são Laranja da Terra com 104 pessoas infectadas, Rio Bananal com 68 e Colatina com 48 doentes.
Os sintomas da Febre Oropouche são muito parecidos com os da dengue. Duram entre dois e sete dias e incluem febre de início súbito, dor de cabeça intensa, dor nas costas e na lombar e dor articular. Também pode haver tosse, tontura, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos.
Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico. A orientação é que em caso de suspeita da doença, as pessoas procurem uma Unidade de Saúde ou uma Unidade de Pronto Atendimento para realização de um exame de sangue.
Como forma de prevenção, os especialistas recomendam o uso de repelentes. “Basicamente repelentes de pele, para evitar o contato com o mosquito. Ele é um mosquito muito pequeno, a picada dele é muito dolorosa e ao contrário dos outros mosquitos transmissores da dengue e das outras arboviroses, eles procriam no solo, em presença de matéria orgânica, então fezes de aves, plantas em decomposição é o bastante para ele botar seus ovos. O combate a esse mosquito é extremamente difícil. Por isso, a principal defesa que as pessoas têm é repelente de pele”, explica Crispim Cerutti Junior, médico e professor da Universidade Federal do Espírito Santo Ufes.
“É uma doença que não apresenta letalidade, até o momento. É essencial o diagnóstico laboratorial para um acompanhamento efetivo dos casos, bem como as ações de vigilância epidemiológica municipais para monitoramento da situação”, destacou o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso.


