Banda capixaba Big Bat Blues comemora 30 anos em evento multicultural
Escrito por Bartolomeu Boeno

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A banda capixaba Big Bat Blues Band inicia as comemorações dos seus 30 anos de carreira como atração principal do “artB_festival”, evento multicultural que será realizado no próximo sábado (8), no Brizz. Vitória, que fica Enseada do Suá, em Vitória. Na programação, show musical, exposição, performance de dança e exibição de documentário sobre os seus 30 anos de carreira. Ao longo dessas três décadas a banda consolidou-se como referência do blues em nível nacional. Os ingressos já estão à venda pelo site www.zig.tickets.

A programação terá início às 17h, com a exposição de arte interativa “Caminhos do Blues: As Musicalidades do Continente Africano para o Mundo”, reunindo fotografias de mestres do blues, e uma instalação artística com pinturas de artistas plásticos convidados, inspiradas na trajetória da banda.
No segundo momento, haverá intervenção musical com a banda Big River e, na sequência, performance de dança com o Coletivo Emaranhado. Às 21h, a Big Bat Blues Band fará o show de pré-lançamento do documentário “Expresso do Blues.doc”, dirigido por Dori Sant’Ana, que conta a história da banda pelo olhar dos seus integrantes e de convidados especiais de dentro e de fora do Brasil. Fechando a noite, haverá discotecagem do Clube do Vinil, com  soul e black music.

Ao longo de todo o evento o público poderá acompanhar a exibição de trechos do documentário “Expresso do Blues.doc” em diferentes tipos de telas instaladas no local. O show incluirá composições dos três álbuns da Big Bat – “Todo dia é dia de Blues” (2006), “Haze Hot Blues” (2012) e “#3” (2014), com figurinos assinados por Raphaela Brito.

Reconstrução

Para o baterista Bruno Zanetti, que assina a direção musical do show, a Big Bat Blues Band vive um momento de renascimento. “A banda nasceu, cresceu e se consolidou ao longo desses 30 anos. Mas agora o momento é de reconstrução e num formato mais flexível, no qual estamos nos propondo a sair da zona de conforto. Estamos dispostos a enfrentar novos desafios, e isso está sendo muito empolgante como se fosse uma nova vida”, define.

Eugênio Goulart

Único remanescente da formação original, o vocalista Eugênio Goulart conta que a ideia central do documentário “Expresso do Blues.Doc” é revisitar a trajetória da Big Bat Blues Band tendo como foco narrativo os três álbuns da banda. Além dos integrantes da atual formação, participam com depoimentos Eber Pinheiro, produtor musical do terceiro álbum; Marcelo Durães, crítico de música especialista em blues; e o norte-americano Itaal Shur, que gravou órgão Hammond no álbum “#3” e é coautor, ao lado de Rob Thomas, do hit “Smooth”, gravado por Santana.
“O vídeo tem 13 minutos de duração e mostra, de forma emocionante, as experiências que grandes profissionais e parceiros vivenciaram com a banda”, afirma Eugênio. O baterista Bruno Zanetti acrescenta os detalhes das filmagens: “Fizemos o registro no estúdio Funky Pirata com a execução de um medley de três músicas, uma de cada álbum, a música “Velho Vagão” na íntegra e a captação das entrevistas. O objetivo foi o de captar e registrar o atual momento da banda como uma forma de celebrar, pontuar e fechar o ciclo de 30 anos”, descreve.

Big Bat Blues Band. Foto Ella Esteves

Big Bat Blues Band

“Quem realmente ama e sente o blues possui uma relação de cumplicidade e devoção a este gênero musical. É o caso da Big Bat Blues Band. Considerado uma instituição do blues no Espírito Santo, o grupo completa 30 anos de estrada mantendo a fidelidade ao gênero musical que abraçou no longínquo ano de 1993, quando os amigos Claudio França e Eugênio Goulart se uniram para compartilhar o amor por esta música secular que encanta gerações.
A Big Bat Blues Band pode ser considerada uma escola de blues pela qual passaram algo em torno de 24 músicos, que contribuíram cada qual à sua maneira para a construção dessa história.
Ao longo dessa jornada a banda lançou três álbuns, que primam pela qualidade e também pela versatilidade e a capacidade de adaptação frente às mudanças. Em “Todo dia é dia de blues” (2006), o grupo manteve-se fiel à sonoridade dos anos 40 e 50; no segundo, “Haze Hot Blues” (2012), flertou com o country e o rock, com a inclusão de vocais femininos; e no terceiro álbum, intitulado simplesmente “#3” (2014), a banda ampliou seus horizontes musicais ao juntar os elementos básicos do blues a ritmos aparentados como o soul, o gospel, o rhythm and blues e o rock’n’roll.
Participação internacional
O terceiro álbum foi gravado no estúdio Funky Pirata, com mixagem e masterização em Nova York pelo produtor Eber Pinheiro. Neste trabalho a Big Bat conta com a participação do músico e compositor norte-americano Itaal Shur, tocando órgão Hammond. O músico também participou dos shows da banda em Vitória, Itaúnas e no Festival de Inverno de Domingos Martins.
Houve também shows com referências do blues nacional, como o gaitista Jefferson Gonçalves, o guitarrista Big Joe Manfra e a banda Blues Etílicos. A parceria com Jefferson Gonçalves migrou dos palcos para o estúdio: o renomado músico carioca participou do segundo álbum da Big Bat e convidou a banda para integrar o álbum “Belchior Blues”, lançado em 2012, reunindo canções do lendário compositor cearense, revisitadas por novos e velhos talentos do blues nacional. Nesta coletânea, disponível no YouTube, a banda capixaba faz uma releitura de “Fotografia 3×4”.
Juntamente com a sua discografia, a Big Bat Blues Band registra como capítulos importantes de sua história a participação no Festival Internacional de Jazz e Blues de Rio das Ostras (RJ), o Festival de Jazz e Bossa de Santa Teresa (ES) e o Manguinhos Jazz & Blues Festival (ES). Músicas como “Destino América”, “Quem”, “Expresso do Blues”, “Não consigo nem mais dormir”, “By My Side”,”Out”, “You Can’t Cum Alone”, “My Mamma’s Buying (a Big House)” e “Amanda Blues” têm lugar certo entre as mais celebradas pelos fãs”, afirma a assessoria da banda, acrescentando:
– A exemplo dos lamentos do blues, a trajetória da banda também foi marcada por perdas, e a maior delas foi a morte do guitarrista e cofundador Claudio França, em março de 2022, em decorrência de um câncer. Claudio notabilizou-se como um dos maiores conhecedores de blues no Brasil, com atuação destacada na música e na área de comunicação.
Seguindo o desejo do guitarrista e amigo, a Big Bat Blues Band permanece fiel ao gênero musical nascido no Delta do Mississippi e ao público que a acompanha independentemente das tendências do mercado musical. “O nosso público é uma das principais razões para a banda permanecer em atividade durante todo este tempo. A dedicação deste público à banda é impressionante”, confirma o vocalista e cofundador Eugênio Goulart, que integra a formação atual juntamente com Larissa Pacheco (vocal), Erikson Almeida (guitarra base/solo), Dori Sant'Ana (teclados), Henrique Martiuzzi (baixo) e Bruno Zanetti (bateria).

Data do evento: 8 de junho (sábado)
Local: Brizz.Vitória – Rua Judith Maria Tovar Varejão, 411, Enseada do Suá, Vitória
Ingressos: R$ 30,00 (1º lote), R$ 40,00 (2º lote) e R$ 60,00 (3º lote)
Venda: zig.tickets

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