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Corrosão foi a causa do rompimento de caixa d’água em prédio, diz Crea-ES

Vistoria aponta falta de manutenção em estrutura de 20 anos no bairro Santa Cecília, em Vitória

Caixa d'água rompe em Santa Cecília, Vitória
Caixa d'água rompe em Santa Cecília, Vitória. Foto: Divulgação/Crea-ES

A corrosão nas armaduras de aço foi apontada como uma das causas do rompimento da caixa d’água que cedeu na madrugada desta quarta-feira (4), no bairro Santa Cecília, em Vitória. A estrutura, com cerca de 20 anos, lançou fragmentos de concreto na rua e provocou alagamentos em pelo menos cinco andares do prédio. Não houve vítimas.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a caixa se rompe. Parte da estrutura atinge a via pública e a fachada do edifício. Moradores relataram infiltrações e acúmulo de água nos apartamentos. Em uma das unidades, a água retornou pelo vaso sanitário e alagou parte do imóvel.

Falta de manutenção

Na manhã desta quarta-feira (4), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo realizou vistoria técnica no prédio, localizado na Rua Santa Luzia.

O gerente de fiscalização do Conselho, o engenheiro civil Leonardo Leal, afirmou que a estrutura apresentava sinais avançados de desgaste. “Realizamos a vistoria e constatamos que se trata de uma caixa d’água de concreto armado com aproximadamente 20 anos de idade. Verificamos que não foram realizadas as manutenções preventivas adequadas e identificamos sinais significativos de corrosão nas armaduras de aço”, explicou.

Segundo ele, os responsáveis foram orientados a contratar um engenheiro civil para avaliar a estrutura remanescente antes da instalação de uma nova caixa d’água e elaborar os cálculos estruturais necessários. O Conselho também recomendou a adoção de um plano anual de manutenção integrado à rotina predial.

O presidente do Crea-ES, engenheiro Jorge Silva, destacou que a prevenção é determinante para evitar acidentes. “A engenharia existe para proteger a sociedade. A ausência de manutenção adequada compromete a durabilidade das estruturas e pode gerar situações de risco. É fundamental que síndicos e responsáveis por edificações contem sempre com profissionais habilitados e mantenham rotinas periódicas de inspeção e conservação”, afirmou.

Avaliação da Defesa Civil

A Defesa Civil de Vitória também esteve no local. De acordo com o relatório inicial, o prédio tem cinco pavimentos e não precisou ser interditado. A avaliação técnica indica que não há risco estrutural no momento e que os danos materiais foram de pequena proporção.

A Defesa Civil informou que seguirá acompanhando o caso e permanece à disposição dos moradores para orientações.