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Vistoria aponta falta de manutenção em estrutura de 20 anos no bairro Santa Cecília, em Vitória
Escrito por Redação em 04 de março de 2026
A corrosão nas armaduras de aço foi apontada como uma das causas do rompimento da caixa d’água que cedeu na madrugada desta quarta-feira (4), no bairro Santa Cecília, em Vitória. A estrutura, com cerca de 20 anos, lançou fragmentos de concreto na rua e provocou alagamentos em pelo menos cinco andares do prédio. Não houve vítimas.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a caixa se rompe. Parte da estrutura atinge a via pública e a fachada do edifício. Moradores relataram infiltrações e acúmulo de água nos apartamentos. Em uma das unidades, a água retornou pelo vaso sanitário e alagou parte do imóvel.
Na manhã desta quarta-feira (4), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo realizou vistoria técnica no prédio, localizado na Rua Santa Luzia.
O gerente de fiscalização do Conselho, o engenheiro civil Leonardo Leal, afirmou que a estrutura apresentava sinais avançados de desgaste. “Realizamos a vistoria e constatamos que se trata de uma caixa d’água de concreto armado com aproximadamente 20 anos de idade. Verificamos que não foram realizadas as manutenções preventivas adequadas e identificamos sinais significativos de corrosão nas armaduras de aço”, explicou.
Segundo ele, os responsáveis foram orientados a contratar um engenheiro civil para avaliar a estrutura remanescente antes da instalação de uma nova caixa d’água e elaborar os cálculos estruturais necessários. O Conselho também recomendou a adoção de um plano anual de manutenção integrado à rotina predial.
O presidente do Crea-ES, engenheiro Jorge Silva, destacou que a prevenção é determinante para evitar acidentes. “A engenharia existe para proteger a sociedade. A ausência de manutenção adequada compromete a durabilidade das estruturas e pode gerar situações de risco. É fundamental que síndicos e responsáveis por edificações contem sempre com profissionais habilitados e mantenham rotinas periódicas de inspeção e conservação”, afirmou.
A Defesa Civil de Vitória também esteve no local. De acordo com o relatório inicial, o prédio tem cinco pavimentos e não precisou ser interditado. A avaliação técnica indica que não há risco estrutural no momento e que os danos materiais foram de pequena proporção.
A Defesa Civil informou que seguirá acompanhando o caso e permanece à disposição dos moradores para orientações.