Sexta e sábado
Empreendedorismo
Após testar vendas na folia, jovem de Vitória investe, cria marca própria e amplia atuação no Carnaval 2026
Escrito por Dani Saquetto em 22 de fevereiro de 2026
No Carnaval do ano passado, uma ideia simples virou ponto de partida para um novo negócio. O estudante de psicologia Davi Abreu, 24 anos, morador de Vitória, decidiu vender chup-chups alcoólicos com um amigo durante a folia. “Deu muito certo. Isso fez com que eu começasse a pensar em empreender”, conta.
A experiência abriu caminho para um plano maior. Depois da boa resposta do público, ele comprou equipamentos, organizou a parte administrativa e passou a fechar trabalhos como bartender em eventos particulares. O que começou como teste sazonal se transformou em agenda constante ao longo de 2025, com contratos em casamentos, aniversários e eventos empresariais na Grande Vitória e em cidades do interior.
Davi afirma que a coquetelaria entrou na vida dele por acaso, há pouco mais de dois anos. Em uma festa, fez amizade com um bartender e foi convidado para atuar como ajudante de bar. A partir dali, passou a trabalhar como freelancer e decidiu se profissionalizar. Fez curso de elaboração de drinks e coquetéis no Senac e começou a assumir funções como bartender.
Em junho de 2025, deu um passo além. Comprou os próprios materiais, estruturou a logística e passou a oferecer serviço de open bar. Em seis meses, realizou 22 eventos. O crescimento levou à criação da marca Coquetu, com equipe voltada para marketing, captação de clientes e pré-produção.
Para o Carnaval deste ano, a estratégia mudou novamente. Em vez de apenas atuar como contratado, Davi fechou parcerias para venda direta de drinks em pontos estratégicos da cidade. “Neste Carnaval, fechamos parcerias para venda de drinks em dois pontos, em Jardim da Penha e no Centro de Vitória”, relata.
A diversificação inclui ainda consultorias para bares e restaurantes que querem estruturar ou reformular o serviço de coquetelaria. Segundo Davi, a ideia é ocupar diferentes frentes e aproveitar a movimentação típica do período.
Entre a faculdade, os planos de seguir carreira acadêmica e a rotina de eventos, Davi diz que o aprendizado veio da prática e da atenção às oportunidades. O que começou com um freezer de chup-chups no Carnaval virou um negócio em expansão, com presença em diferentes formatos de festa na capital capixaba.