ECONOMIA

ES fechou 2025 com a menor taxa de desemprego da série histórica, aponta IBGE

Estado está entre os melhores resultados do país

desemprego
Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O Espírito Santo encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada desde o início da série histórica da Pnad Contínua, pesquisa do IBGE iniciada em 2012. O estado fechou o ano com índice de 3,3%, ficando entre os menores do país.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além do Espírito Santo, outros 18 estados e o Distrito Federal também registraram a menor taxa de desocupação da série.

No Brasil como um todo, a taxa de desemprego terminou 2025 em 5,6%, o menor percentual já apurado desde o início do levantamento.

ES entre os menores índices do país

Com taxa de 3,3%, o Espírito Santo aparece entre os estados com melhor desempenho no mercado de trabalho, ao lado de Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%). Rondônia também registrou 3,3%, mas não bateu recorde, já que teve índice ainda menor em 2023.

No ranking nacional, 12 das 27 unidades da federação ficaram abaixo da média brasileira de 5,6%, enquanto 15 registraram índice superior. As maiores taxas foram observadas principalmente em estados do Nordeste.

Como o IBGE mede o desemprego

A Pnad Contínua investiga a situação do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, considerando diferentes formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e por conta própria.

É considerada desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em todo o país.

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a mínima histórica registrada em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”.

Informalidade ainda é desafio

Apesar da baixa taxa de desemprego, o Espírito Santo fechou o ano com 39% de informalidade, acima da média nacional, que ficou em 38,1%. A informalidade inclui trabalhadores sem carteira assinada ou sem acesso a direitos como 13º salário, férias e seguro-desemprego.

Ao todo, 18 estados apresentaram nível de informalidade superior à média do país, com destaque para estados do Norte e Nordeste.

Rendimento no ES

O rendimento médio mensal do trabalhador no Espírito Santo foi de R$ 3.497 em 2025, pouco abaixo da média nacional, que ficou em R$ 3.560.

O Distrito Federal liderou o ranking nacional, com média de R$ 6.320, influenciado pelo grande número de servidores públicos. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina também registraram rendimentos acima da média brasileira.

* Com informações da Agência Brasil