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Saúde íntima
O vídeo da ginecologista Letícia Eberlin, publicado no Instagram, soma 139 mil curtidas e mais de 7,6 mil comentários até terça-feira (17)
Escrito por Redação em 17 de fevereiro de 2026
Um caso incomum chamou atenção nas redes sociais após a ginecologista Letícia Eberlin relatar ter encontrado “um monte de pelo de gato enrolado no fio do DIU” de uma paciente. O vídeo, publicado no Instagram, já soma 139 mil curtidas e mais de 7,6 mil comentários até segunda-feira (16). A mulher procurou atendimento após apresentar mau cheiro no canal vaginal e não ter melhora mesmo após tratamento anterior para vaginose bacteriana.
A médica conta que a paciente havia recebido medicação antes de passar por exame físico. “Não havia sido examinada previamente. Prescreveram medicação pra vaginose bacteriana. Ela não melhorou dos sintomas e veio aqui comigo”, relata.
Durante a consulta, ao realizar o exame com espéculo, Letícia visualizou o colo do útero e identificou os pelos presos ao fio do dispositivo intrauterino. “Isso aqui que estava causando o mau cheiro do canal vaginal dela”, afirma.
A ginecologista esclarece que o DIU permanece dentro da cavidade uterina, enquanto o fio se exterioriza pelo colo do útero e fica no canal vaginal. Por isso, no exame especular, é possível visualizar o colo uterino e o fio do dispositivo, mas não o DIU em si. Segundo ela, os pelos de gato estavam aderidos ao fio no canal vaginal, e não dentro do útero.
De acordo com a ginecologista, a presença dos pelos não está relacionada à falta de higiene. “Não tem a ver com descuido ou falta de higiene da paciente”, diz. Ela explica que pelos de animais ou cabelos podem permanecer em roupas de cama e, durante a relação sexual, serem levados para o canal vaginal, onde acabam se enrolando no fio do DIU. O acúmulo pode provocar odor e até contribuir para desequilíbrio da microbiota vaginal.
O fio do DIU fica parcialmente exposto justamente para permitir a retirada futura do dispositivo. Por isso, materiais externos podem se prender a ele, embora a situação seja incomum.
O principal sintoma relatado foi o mau cheiro persistente. A ginecologista afirma que qualquer alteração como odor forte, corrimento diferente do habitual, dor pélvica ou desconforto durante a relação deve ser investigada. “Se não examina a paciente, não tem como saber o que a paciente tem”, diz.
Ela também reforça que exames de imagem não substituem a avaliação clínica. “No exame especular, eu consigo ver o colo uterino, o fio do DIU, as paredes vaginais e o conteúdo vaginal”, explica, ao lembrar que o ultrassom transvaginal não permite visualizar o fio no canal vaginal.
A orientação é manter acompanhamento ginecológico regular, com consulta ao menos uma vez por ano. Mulheres que utilizam DIU devem confirmar, durante o atendimento, se o fio está visível e em posição adequada.
Em caso de sintomas, a recomendação é não iniciar tratamento por conta própria. “Se você tem sintomas, marque uma consulta com a ginecologista que realmente vai olhar pra você”, orienta. Segundo a médica, o caso é incomum, mas possível, e reforça que o exame físico é essencial para um diagnóstico correto.