PEDOFILIA

Jovem é preso com 7 mil arquivos de abuso sexual infantil em Vila Velha

Estudante de 21 anos foi detido durante operação da Polícia Civil; cerca de 1.000 vídeos e 6.000 imagens estavam armazenados no celular

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Foto: Divulgação/PCES

Um jovem de 21 anos, estudante da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e servidor da Prefeitura de Vila Velha, foi preso em flagrante nesta terça-feira (10), no bairro Santa Rita, por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A ação cumpriu mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar.

Segundo a corporação, no celular do suspeito, os policiais encontraram aproximadamente 1.000 vídeos e 6.000 imagens contendo nudez envolvendo crianças e adolescentes.

Investigação começou após alerta da Polícia Federal

De acordo com o chefe da Divisão Patrimonial (DRCCP) e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade, a investigação teve início após informações repassadas por meio de um sistema coordenado da Polícia Federal.

O alerta indicava que o investigado estaria armazenando e possivelmente compartilhando conteúdos de exploração sexual infantil pela internet.

“Nessa semana obtivemos êxito em cumprir o mandado de busca e apreensão domiciliar e também o mandado de prisão preventiva na residência desse indivíduo investigado”, afirmou o delegado.

Prisão em flagrante por armazenamento de material ilegal

Ao chegarem à residência, os policiais constataram que o telefone do suspeito continha material ilícito. Ele recebeu voz de prisão em flagrante com base no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.

Durante depoimento, o jovem alegou que teria sido incluído em um grupo de compartilhamento de material adulto (18+) e que links com outros conteúdos eram enviados eventualmente. Segundo ele, os arquivos eram baixados em bloco e, entre eles, havia material envolvendo crianças e adolescentes.

A Polícia Civil, no entanto, contestou a versão apresentada. “Não acreditamos muito nessa história, porque são materiais que haviam sido baixados entre os meses de setembro, outubro e novembro”, destacou o delegado.

Polícia alerta sobre rastreamento de crimes na internet

Além da prisão em flagrante, também foi cumprido o mandado de prisão preventiva contra o suspeito.

O delegado ressaltou que a polícia possui meios técnicos para identificar o download e o compartilhamento de conteúdos ilegais na internet. “Tudo que é baixado ou compartilhado na internet pode ser rastreado. Pode demorar um dia, uma semana, um mês ou um ano, mas a informação chega e esses indivíduos serão investigados”, concluiu.