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Suspeito de envolvimento na morte de Dantinho Michelini é preso

Homem teria vindo da Bahia e estava morando em Guarapari há poucos meses

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Foto: Reprodução / TV GUARAPARI / WIKIPEDIA

Um homem suspeito de envolvimento na morte de Dante de Brito Michelini, conhecido como Dantinho, de 76 anos, foi preso. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (11). Segundo as investigações, o suspeito teria vindo da Bahia e estava morando em Guarapari há poucos meses. Novos detalhes sobre a prisão devem ser divulgados ainda hoje.

Dantinho ficou nacionalmente conhecido por ter sido acusado — e posteriormente absolvido — no caso do assassinato de Araceli Cabrera Crespo, ocorrido em 1973, em Vitória, considerado um dos crimes mais chocantes de violência contra crianças no Brasil.

Cabeça de Dantinho foi localizada em canal

A Polícia Científica do Espírito Santo confirmou também que encontrou a cabeça de Dantinho, na manhã desta quarta-feira (11), mais de uma semana após o corpo dele ter sido encontrado decapitado e carbonizado em um sítio no distrito de Meaípe, em Guarapari.

O membro foi encontrado por mergulhadores dos bombeiros no canal de Guarapari. Ainda segundo a polícia, a faca usada no crime também foi encontrada.

Foto: Redes Sociais

Na última terça-feira (10), uma sacola foi localizada próxima a um rio, na região da propriedade onde ocorreu o crime, que deu pistas de onde o membro estaria.

Perícia aponta possível data da morte

Segundo informações técnicas da perícia, a morte pode ter ocorrido entre os dias 13 e 20 de janeiro. A data mais provável é 13 de janeiro, quando houve o último registro de uso do celular da vítima. Já no dia 20, moradores da região relataram ter visto fumaça saindo da propriedade.

“O intervalo de tempo dificulta a investigação”, explicou o delegado responsável pelo caso. “Não tivemos uma cena de crime preservada. Existe um lapso grande entre a possível data do homicídio e a comunicação à polícia, o que exige um trabalho ainda mais detalhado”, afirmou.

Pessoas tinham acesso ao sítio

As investigações também apontam que o sítio era frequentado por outras pessoas antes do crime. Testemunhas começaram a ser ouvidas pela polícia.

“Foram identificadas pessoas com acesso eventual ao imóvel, como uma mulher que fazia a limpeza periódica e um homem ligado a ela. Também apuramos que corretores de imóveis estiveram recentemente no local, já que a propriedade estaria à venda. A família será intimada para esclarecer essas informações”, disse o delegado Fabrício Dutra.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil reforçou que o caso segue em investigação intensa, com várias frentes de atuação. “Temos equipes em campo realizando novas buscas, policiais ouvindo testemunhas e setores de inteligência atuando de forma integrada. É um caso complexo, mas não existe crime perfeito. Vamos avançar para apresentar respostas à sociedade”, concluiu o delegado.