Carnaval

Cidade do Samba vai sair do papel e garante galpões às escolas

Licitação foi homologada neste sábado (7) e libera a contratação da empresa que vai construir o complexo em Vitória

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A Cidade do Samba deu o passo que faltava para sair do papel. A Prefeitura de Vitória homologou, neste sábado (7), no Diário Oficial, a licitação que autoriza a contratação da empresa responsável pela obra, abrindo caminho para que as escolas de samba passem a contar com galpões fixos para preparar o carnaval ao longo do ano.

Com área de 16 mil metros quadrados, a Cidade do Samba será implantada na Avenida Dário Lourenço de Souza, no bairro Mário Cypreste, entre o Tancredão e o Sambão do Povo, próxima ao ponto de concentração das agremiações durante os desfiles. A localização foi definida para facilitar a logística das escolas e reduzir deslocamentos que hoje impactam diretamente o trabalho das comunidades.

O projeto prevê dois galpões que vão abrigar sete barracões destinados à confecção de adereços, alegorias e à montagem dos carros alegóricos. A estrutura inclui ainda praça de eventos, área administrativa, parque infantil, pet park, estacionamento e orla urbanizada, permitindo uso permanente do espaço.

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O que muda para o carnaval

Para o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, a homologação representa um reconhecimento ao trabalho de quem constrói o carnaval. Ele afirmou que “a Cidade do Samba representa muito mais do que um espaço físico, é dignidade, inclusão e reconhecimento a quem constrói o carnaval capixaba”, destacando que o equipamento será público, sustentável e pensado para trabalhadores, famílias e comunidades do samba.

Integrada ao projeto Vitória de Frente para o Mar, a Cidade do Samba também permitirá acesso por embarcações e poderá receber eventos de menor porte ao longo do ano. Segundo o secretário de Governo e Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, o objetivo é criar um marco permanente para um dos primeiros carnavais do Brasil no calendário nacional. Ele explicou que “a proposta vai além de melhorar as condições de trabalho das escolas e busca consolidar o samba como cultura fundamental para o desenvolvimento econômico e turístico da cidade”.

Reivindicação antiga das escolas

Para as agremiações, a homologação da licitação representa o início de uma mudança estrutural aguardada há décadas. O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial, Edson Neto, afirmou que “a Cidade do Samba, que muitos veem como um luxo, é uma necessidade”, ao destacar que a nova estrutura deve trazer organização, economia e melhores condições de trabalho.

Segundo o presidente da Liga, o espaço vai evitar situações enfrentadas em carnavais recentes, quando escolas precisaram atravessar a ponte com alegorias e integrantes. Com a licitação homologada, a expectativa é que a Cidade do Samba passe a concentrar a produção do carnaval capixaba em um espaço fixo, reduzindo improvisos e ampliando a estrutura das escolas ao longo do ano.