Saúde
Fevereiro Roxo
Campanha reforça a importância da informação, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes
Escrito por Redação em 05 de fevereiro de 2026
O Fevereiro Roxo é dedicado à conscientização sobre três doenças crônicas que impactam significativamente a qualidade de vida de milhões de pessoas: o lúpus, o Alzheimer e a fibromialgia. A campanha tem como objetivo ampliar o acesso à informação, estimular o diagnóstico precoce e reforçar a importância do acompanhamento médico contínuo, além de dar visibilidade aos desafios enfrentados por pacientes e familiares.
O lúpus é uma doença autoimune, caracterizada pelo ataque do sistema imunológico a tecidos saudáveis do próprio corpo. De acordo com a reumatologista da Rede Merdional, José Mario Corassa, o diagnóstico pode ser desafiador devido à variedade de manifestações clínicas.
“Os sintomas do lúpus são muito variados e podem atingir diferentes órgãos, o que exige atenção aos sinais iniciais, como dores articulares, fadiga intensa e lesões na pele. O acompanhamento regular é essencial para evitar complicações mais graves”, explica Corassa.
Entre as causas associadas à doença estão fatores genéticos, hormonais e ambientais, como a exposição excessiva ao sol e infecções.

Diagnóstico precoce pode retardar progressão do Alzheimer/Reprodução
Já o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva, que compromete a memória e outras funções cognitivas. Segundo a neurologista da Rede Meridional, Vanessa Loyola, os primeiros sinais costumam ser sutis e, muitas vezes, confundidos com o envelhecimento natural. “Esquecimentos frequentes, dificuldade para organizar tarefas simples e mudanças de comportamento não devem ser ignorados. O diagnóstico precoce permite retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente e da família”, destaca.
Com o avanço do quadro, a doença pode levar à perda da autonomia, exigindo cuidados contínuos e apoio multiprofissional.
A fibromialgia, por sua vez, é uma síndrome caracterizada por dor crônica e generalizada, frequentemente acompanhada de fadiga, distúrbios do sono e alterações emocionais. O reumatologista José Mario Corassa ressalta que a condição ainda enfrenta preconceito e desinformação. “Por não apresentar alterações visíveis em exames, a fibromialgia muitas vezes é subestimada. No entanto, trata-se de uma doença real, que afeta profundamente a rotina e o bem-estar do paciente”, afirma Corassa.
As causas estão relacionadas a alterações no sistema nervoso central, especialmente na forma como o cérebro processa os estímulos dolorosos, além de fatores como estresse físico e emocional.
Para os especialistas, o Fevereiro Roxo reforça a importância da informação e da empatia. Desse modo, conscientizar é fundamental para reduzir o estigma, incentivar o diagnóstico precoce e garantir que os pacientes tenham acesso a tratamento adequado e suporte contínuo.
Com o avanço do quadro, a doença pode levar à perda da autonomia, exigindo cuidados contínuos e apoio multiprofissional.