GRANDE VITÓRIA
OPERAÇÃO CASTELO DE AREIA
Investigação aponta que casal mantinha empresas de fachada, ostentava padrão de vida incompatível com a renda e atuava em esquema de lavagem de dinheiro no Espírito Santo e em Minas Gerais
Escrito por Redação em 05 de fevereiro de 2026
Um casal foi preso durante a Operação Castelo de Areia, deflagrada pela Polícia Civil na última terça-feira (27), em municípios do Espírito Santo e de Minas Gerais. As ações ocorreram em Baixo Guandu, Colatina, Serra, Cariacica, Vila Velha e Guarapari (ES), além de Aimorés (MG). Além das prisões, a polícia cumpriu 20 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça. Os detalhes da operação foram apresentados nesta terça-feira (3).
As investigações foram conduzidas pelo Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) e apuram crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, estelionato e falsidade ideológica, entre outros. Os presos são Bruno Soares Mendonça, de 37 anos, e a companheira dele, Bárbara Alves, de 34, apontados como integrantes de uma organização criminosa especializada em roubos de cargas e furtos de grandes proporções.
Segundo a Polícia Civil, Bruno já foi investigado anteriormente por roubos de cargas e passou a ser monitorado. Durante a apuração, os investigadores identificaram que o casal mantinha empresas de fachada e apresentava um padrão de vida incompatível com os rendimentos declarados.

Ainda de acordo com a polícia, Bruno atuava como agiota, emprestando dinheiro a juros. As investigações indicam que ele teria mais de R$ 8 milhões emprestados, embora a movimentação financeira identificada entre 2018 e 2024 seja ainda maior.
Cerca de 50 policiais civis participaram da operação, com equipes das delegacias de Baixo Guandu, Colatina, São Gabriel da Palha e Guarapari, além de unidades especializadas como Desarme, Dracco, Diccor, Dccot e o LAB-LD.
Em uma das casas ligadas ao casal, em Baixo Guandu, os agentes apreenderam uma pistola, munições, diversos celulares e grande quantidade de dinheiro em espécie. No total, foram recolhidos sete veículos de luxo, aproximadamente R$ 42 mil em dinheiro, além de três armas de fogo.

Segundo a polícia, a garagem de Bruno funcionava como um escritório informal, usado para a movimentação financeira do grupo. A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados.
Apesar das prisões e apreensões realizadas na Operação Castelo de Areia, a Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento dos valores supostamente obtidos por meio das atividades criminosas.
* Com informações de Arleson Schneider, da TV SIM SBT