Segurança

Dois presos ao receber dinheiro do sequestro da vereadora Lari Bortolotte

A vereadora de Rio Novo do Sul Larissa Bortolote (Republicanos) foi resgatada na noite desta segunda (22), no município de Anchieta. Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça (23), o delegado Faustino Antunes informou que a família da vítima não queria a intervenção da polícia.

De acordo com o delegado, ao tomar conhecimento de que a quantia solicitada pelos sequestradores como forma de resgate seria entregue em Cachoeiro de Itapemirim, no trecho da linha vermelha (centro da cidade), policiais civis foram de forma velada até o local. “Os policiais conseguiram abordar os sequestradores antes do dinheiro ser entregue pelo irmão”, contou Antunes.

Os negociantes foram presos pela polícia e encaminhados para a Delegacia Regional de Cachoeiro. Dos homens detidos, um era menor de idade. A polícia informou que eles não colaboraram com a investigação para levantar onde a vereadora estava como refém. A vereadora foi resgatada pelo trabalho do setor de inteligência da Polícia Civil.

Segundo informações da Polícia, Larissa estava em um cativeiro na cidade de Anchieta, também no sul do Estado. Com a chegada dos policiais no local, os sequestradores fugiram pelo telhado. Foram encontradas drogas e armas de fogo.

Entenda o caso

Dois indivíduos chegaram armados na propriedade em que Larissa Bortolote mora em Novo Mundo, por volta das 7h, ameaçando o pai, a vítima e um outro parente. Em seguida, os homens tiveram os pés e mãos amarrados, enquanto os suspeitos levaram a parlamentar. Ela estava com um celular, mas o aparelho não foi localizado pela equipe.

Após a abordagem, o irmão da vereadora recebeu uma ligação exigindo a quantia de R$250 mil para liberação. Neste momento, a polícia foi acionada. Durante as negociações com os sequestradores, o irmão conseguiu reduzir o valor para R$100 mil.

Veja: vídeo do cativeiro onde ficou a vereadora Larissa Bortolote é divulgado

Larissa é parlamentar da Câmara de Vereadores de Rio Novo do Sul. Ela é conhecida como Lari Camponesa, e é a primeira trans eleita para o Legislativo municipal com 266 votos, em 2020.