Segurança
Operação Capital: organização criminosa chegou a movimentar mais de R$2 milhões no ES
Escrito por Redação em 23 de setembro de 2020
Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) deflagrou, na última terça-feira (22) a Operação Capital, que tem como foco o combate a organização criminosa envolvida em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Espírito Santo. Em coletiva na manha desta quarta-feira (23), foram divulgados os detalhes da operação.
Iniciada em março de 2019, a Operação Capital solicitou ontem (22), 9 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão domiciliar contra uma organização criminosa que atuava na região do Complexo da Penha, em Vitória. A organização era responsável por lavagem de dinheiro obtido com a venda ilícita de entorpecentes.
De acordo com a Polícia, a organização movimentou ao longo de dois anos mais de R$2 milhões por meio de uma empresa de roupas infantis na Serra-ES. As investigações levaram a dona da empresa que, segundo a polícia, era a esposa de um dos líderes da organização. Também foram constatados outros veículos e bens imóveis adquiridos com o dinheiro ilegal, através de laranjas.
A polícia informou ainda que a organização contava com a atuação de uma contadora, uma ajudante nos repasses do dinheiro dos entorpecentes, além de dois advogados, integrantes da própria organização.
Segundo o delegado da Draco, Marcus Vinicius Souza, os integrantes dessa organização planejavam se mudar do país. “Durantes as investigações, nós comprovamos que os integrantes do núcleo familiar tiveram cidadania italiana e planejavam se mudar do Brasil”, disse.
O delegado geral da polícia civil, José Darcy Arruda, enfatizou o êxito da operação que teve como objetivo descapitalizar o tráfico. “A operação foi muito importante. Nós viramos a chave, a Draco não vai trabalhar naquela operação de retirada de drogas do mercado, mas trabalhar firme na sonegação de bens, lavagem de capitais. Vamos descapitalizar o tráfico das organizações criminosas, para que eles não possam atuar no mercado”, afirmou o delegado.
Até agora, foram deferidas uma prisão domiciliar e 20 mandados de busca e apreensão. Também foram apreendidos armas, drogas, celulares, documentos, dinheiro e joias.
A ação contou com apoio da Força Nacional e diversas outras unidades da PCES, cumprindo mandados de busca nos municípios de Vitória, Serra, Guarapari, Marataízes, Cachoeiro de Itapemirim e na cidade do Rio de Janeiro.
Direto da redação
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