Segurança

Preso suspeito de estuprar e engravidar adolescente no sul

Dpcai
Crime aconteceu em 2024/PCES

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI), da Polícia Civil, em Cachoeiro de Itapemirim, cumpriu, nessa quarta-feira (21), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 45 anos. Ele é investigado por, supostamente, ter cometido abuso sexual e engravidar uma jovem de 15 anos, que apresentava uma deficiência intelectual.  O homem foi encaminhado ao sistema prisional.

Segundo nota da PC, o delito aconteceu em abril de 2024, mas a denúncia foi registrada apenas em setembro daquele ano, uma vez que, após a prática do crime, o suspeito teria intimidado a vítima com ameaças de morte caso ela revelasse a situação a alguém.

Em decorrência do crime, a vítima acabou por engravidar do investigado e o nascimento da criança ocorreu no começo de 2025. Ao longo das apurações, um teste de DNA confirmou que o homem denunciado pela adolescente era, de fato, o pai biológico do bebê resultante do abuso.

Rituais e abusos

Conforme explicou a delegada Edilma Oliveira do a DPCAI de Cachoeiro de Itapemirim, a investigação apontou que o indivíduo era reconhecido como um “pai de santo” e a vítima o conheceu ao participar das cerimônias que ele liderava.

“Durante as investigações, outras pessoas que também sofreram abusos por parte do homem se apresentaram na delegacia para relatar os acontecimentos, afirmando que, durante os rituais, o acusado aproveitava a ocasião para cometer abusos sexuais. Em um dos relatos, uma das vítimas mencionou que ainda há outras pessoas que também foram vítimas, mas que estão com medo de fazer a denúncia”, disse a delegada.

“Ressaltamos que no caso de um crime é fundamental que a vítima, seus responsáveis legais ou indivíduos próximos a ela busquem a Unidade Policial mais próxima ou efetuem o registro por meio da Delegacia On-line para que a Polícia Civil tome conhecimento do caso e dê início às investigações”, completou a delegada Edilma Oliveira.

. O bairro onde o fato ocorreu e o nome do suspeito não serão divulgados, para preservar as vítimas, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad).