Romaria das Mulheres: veja a programação e a história do evento

Caminhada da Festa da Penha acontece no dia 12 de abril e deve reunir milhares de fiéis em Vila Velha

Escrito por João Bassini

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Foto: Divulgação/Assessoria Festa da Penha

A Romaria das Mulheres, um dos momentos mais simbólicos da Festa da Penha, será realizada neste domingo (12), reunindo milhares de fiéis em um ato coletivo de fé, gratidão e devoção à Nossa Senhora da Penha.

Com seus tradicionais lenços e flores, as participantes transformam o percurso em uma manifestação marcada por alegria, espiritualidade e pedidos de bênçãos, entoando cânticos e orações ao longo da caminhada.

Programação da Romaria das Mulheres

A programação oficial começa às 15h30, com a saída do Santuário de Vila Velha em direção ao Parque da Prainha, também em Vila Velha.

Ao chegar ao destino, às 16h30, será realizado um momento devocional, seguido pela missa de encerramento da romaria, às 17h.

A celebração integra o oitavário da Festa da Penha 2026, que neste ano traz como tema “Fazei de nós instrumentos da paz”.

A origem da Romaria das Mulheres dentro da Festa da Penha está diretamente ligada a um movimento de reivindicação por participação feminina nas celebrações religiosas, em um contexto em que as mulheres ainda tinham espaço limitado nos principais atos do evento.

Surgimento a partir de um movimento espontâneo

A iniciativa nasceu em meados da década de 1990, a partir de encontros de mulheres católicas envolvidas com atividades pastorais. Um dos episódios mais marcantes ocorreu durante os ensaios da Campanha da Fraternidade, realizados no Colégio Dom Bosco, em Vila Velha.

Naquele período, a principal manifestação da festa era a Romaria dos Homens, que concentrava grande visibilidade e participação. Segundo relatos de organizadoras, havia inclusive restrições simbólicas e práticas à presença feminina em determinados momentos, como na missa de envio realizada no Campinho do Convento.

Diante desse cenário, um grupo de mulheres passou a discutir a necessidade de criar um espaço próprio dentro da programação da festa, que permitisse expressar sua fé de forma coletiva.

A proposta foi levada ao então bispo responsável pela arquidiocese, que condicionou a autorização à existência de apoio religioso para a condução da romaria. Inicialmente, houve resistência, e nenhum sacerdote aceitou assumir a iniciativa.

A situação mudou com o apoio do frei Ladi Antoniazzi, que acolheu o projeto e viabilizou sua realização. A partir desse respaldo, foi possível estruturar a primeira edição da Romaria das Mulheres.

Primeiras edições e consolidação

A primeira romaria ocorreu em 1995, ainda de forma modesta, mas com forte engajamento. Desde o início, o evento foi marcado por elementos que se tornariam característicos, como o uso de lenços, flores e cânticos religiosos.

Com o passar dos anos, a participação cresceu significativamente, consolidando a romaria como uma das principais manifestações da Festa da Penha.

Criação de símbolos próprios

Um dos marcos dessa identidade foi a criação do terço gigante, que surgiu de forma criativa durante as primeiras edições. A ideia partiu das próprias participantes, que utilizaram materiais simples para montar uma representação ampliada do objeto religioso.

Com o tempo, o terço gigante se tornou um dos símbolos mais reconhecidos da festa, reforçando a presença feminina na celebração.

Significado atual

Hoje, a Romaria das Mulheres representa não apenas um ato de devoção à Nossa Senhora da Penha, mas também um marco histórico de inclusão e protagonismo feminino dentro de uma das maiores festas religiosas do Brasil.

O que começou como uma reivindicação por espaço se transformou em uma tradição consolidada, reunindo milhares de participantes todos os anos e fortalecendo o caráter coletivo e plural da celebração.

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