
O que diz o projeto aprovado
A nova resolução estabelece que o auxílio-alimentação será concedido a todos os agentes políticos e servidores ativos da Câmara Municipal de Vitória, independentemente da jornada de trabalho. O auxílio-alimentação será concedido em dinheiro ou cartão magnético, a critério exclusivo da administração, no valor de R$ 1.250,00 por mês. O benefício será concedido em dobro no mês de dezembro de cada ano. O auxílio-alimentação destina-se a subsidiar as despesas com a refeição dos agentes políticos e servidores, sendo-lhes pago diretamente. O pagamento do tíquete-alimentação aos agentes políticos fica condicionado a apresentação de requerimento do interessado ao Departamento de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas. O agente político e o servidor farão jus ao auxílio-alimentação na proporção dos dias trabalhados, salvo na hipótese de afastamento a serviço, com percepção de diária, e nos casos previstos em lei. O benefício tem caráter indenizatório, não sendo configurado como rendimento tributável. Logo, não sofre descontos previdenciários nem de Imposto de Renda.Impacto financeiro
De acordo com os cálculos da direção da Câmara, considerando o “aumento do vale-alimentação e a inclusão de 21 vereadores”, as despesas adicionais, no atual exercício, serão de R$ 300.600,00 a contar do dia 1º de agosto. Em 2026, segundo as contas da Câmara, o gasto extra será de R$ 314.127,00. Em 2027, será de R$ 326.692,08. Os gastos com pessoal, segundo a própria Câmara, continuarão dentro dos limites legais. Pelos cálculos da coluna, se todos os 21 vereadores pedirem o auxílio, o gasto extra será de R$ 341.250,00, considerando o pagamento de um 13º auxílio no mês de dezembro: 21 vereadores x 13 parcelas x R$ 1.250,00 = R$ 341.250,00Projeto de lei revogado
Na mesma sessão – e no mesmo esquema: super a jato –, a Câmara de Vitória também aprovou o Projeto de Lei nº 335/2025, proposto pela Mesa Diretora, revogando a Lei Municipal nº 9.222, de 2017. Era a lei que até então regulamentava a concessão do tíquete-alimentação na Câmara. Esse projeto foi aprovado pelo mesmo placar: 16 a 2, com votos contrários também de Professor Jocelino e Ana Paula Rocha.Confira abaixo quem são os vereadores que propuseram o projeto e como votou cada um:
AUTORES (13)- Anderson Goggi (PP)
- André Brandino (Podemos)
- Aylton Dadalto (Republicanos)
- Armandinho Fontoura (PL)
- Camillo Neves (PP)
- Dalto Neves (Solidariedade)
- Dárcio Bracarense (PL)
- Davi Esmael (Republicanos)
- João Flávio (MDB)
- Luiz Paulo Amorim (PV)
- Mara Maroca (PP)
- Maurício Leite (PRD)
- Pedro Trés (PSB)
- Aloísio Varejão (PSB)
- André Brandino (Podemos)
- Armandinho Fontoura (PL)
- Aylton Dadalto (Republicanos)
- Baiano do Salão (Podemos)
- Bruno Malias (PSB)
- Camillo Neves (PP)
- Dalto Neves (Solidariedade)
- Darcio Bracarense (PL)
- Davi Esmael (Republicanos)
- João Flávio (MDB)
- Luiz Emanuel (Republicanos)
- Luiz Paulo Amorim (PV)
- Mara Maroca (PP)
- Mauricio Leite (PRD)
- Pedro Trés (PSB)
- Ana Paula Rocha (PSol)
- Professor Jocelino (PT)