

A relação pregressa com Casagrande
De acordo com a Constituição Federal, um quinto das cadeiras de membros dos tribunais estaduais devem ser ocupadas, alternadamente, pelo Ministério Público e pela classe dos advogados, representada pela OAB. Na prática, cada uma das duas instituições preenche 1/10 das vagas. No caso da advocacia, cria-se uma situação um tanto curiosa. Em qualquer julgamento ou processo jurídico, advogados e juízes estão em “lados diferentes da mesa”. Agora, Puppim, por exemplo, assume outra posição na mesa do sistema jurídico. Passará a atender advogados e, o que é mais importante, terá a prerrogativa de julgar causas representadas por ex-colegas. Com isso em mente, perguntamos ao novo membro do TJES: sendo oriundo da advocacia, quais as contribuições específicas que ele acredita poder dar para o aprimoramento da prestação jurisdicional? O que diferencia o olhar de um advogado que se torna magistrado do olhar de um operador do Direito que tenha feito carreira na magistratura? Ele respondeu:“A sensibilidade que o advogado tem no trato do dia a dia com o cliente, com as partes, com o próprio magistrado, a variedade de demandas… Acredito que tudo isso ajuda a trazer um novo pensamento para, juntamente com o tribunal, desenvolver decisões mais equilibradas, que atendam essa pacificação.”Uma questão muito levantada ao longo do processo de preenchimento da vaga do Quinto foi o fato de o agora desembargador ter advogado, em algumas causas particulares, inclusive junto ao TJES (com direito a sustentação oral), para o governador Renato Casagrande, a quem coube a escolha final. É lógico que esse não foi o único fator, nem necessariamente o mais determinante, mas, em algum grau, o relacionamento profissional preestabelecido entre eles há de ter contribuído para sua nomeação.

Samuel Meira Brasil Jr: “Duas asas de um mesmo pássaro”
O presidente do TJES, Samuel Meira Brasil Jr., saudou a chegada oficial do novo colega: “Toda vez que o tribunal recebe um novo integrante, o tribunal fica em festa, principalmente quando nós temos integrantes com a capacidade e a qualidade intelectual e ética do Doutor Alexandre Puppim. O desembargador Alexandre está chegando em muito boa hora para colaborar com o tribunal e, principalmente, para fazer justiça aos jurisdicionados”. Sobre a contribuição específica que Puppim poderá aportar por ter vindo da advocacia, o presidente destacou a importância da integração entre magistrados e advogados, parafraseando uma metáfora: “Gosto sempre de repetir uma frase que foi dita por um antigo presidente do Conselho Federal da OAB. Ele sempre dizia que a advocacia e a magistratura são as duas asas de um mesmo pássaro. Um pássaro não voa com apenas uma asa. Então por isso precisamos de uma integração cada vez maior. Só que agora temos um momento histórico, temos a oportunidade de ter a advocacia não apenas colaborando, mas tendo uma experiência destacada da advocacia compondo o Tribunal de Justiça. Então, a chegada do agora desembargador Alexandre é muito esperada e muito querida por todo o Tribunal de Justiça.”
Erica Neves: “Puppim é indescritível”
A presidente da OAB-ES, Erica Neves, celebrou o fato de que, agora, a representação da advocacia volta finalmente a estar completa no TJES: “A Ordem fica muito feliz quando se encerra um ciclo e a nossa representação está completa aqui no tribunal. Acho muito importante que tenhamos tomado decisões boas para que isso acontecesse o mais breve possível. E Alexandre Puppim é indescritível. Ele foi um profissional da advocacia muito ético, muito correto com todos os colegas, atuante, o que é fundamental para que essa representação seja legítima e realmente represente a sociedade e a advocacia aqui no tribunal”.